Mário Wilson: Desapareceu um grande senhor do futebol português
Mário Wilson chegou a Portugal para ocupar a vaga de Fernando Peyroteo no Sporting, mas acabou por ser como defesa-central que se fixou na equipa de Alvalade e, mais tarde, na Académica, onde cumpriu praticamente toda a sua carreira como futebolista (12 temporadas).
Foi também junto ao Mondego que optou pela vida de treinador, que o levou de Coimbra a Guimarães, de Torres Vedras a Rabat, de Olhão a Águeda, da Cova da Piedade ao Estádio da Luz. Ao estádio do seu Benfica, onde acabaria por tornar-se um símbolo do clube, um treinador a quem os encarnados recorriam - fizeram-no por três vezes - sempre que algo corria menos bem.
Numa dessas passagens e, após proferir a célebre frase "quem treina o Benfica arrisca-se a ser campeão nacional, acabou mesmo por conseguir o troféu mais importante da sua carreira, o título de campeão nacional, em 1975/76.
Cultivou uma imagem de desportivismo, de sã convivência com os opositores, que não eram adversários mas sim profissionais do mesmo ofício. Deixou de treinar em 1998/99, quando se despediu do Alverca. Faleceu esta segunda-feira, a poucos dias de completar 87 anos.