'Voltas do Impossível' continuam a ser algo de... impossível

Ainda não foi desta que um corredor conseguiu completar o desafio Voltas do Impossível. Depois do sucesso da primeira edição, realizada no ano passado, 50 aventureiros juntaram-se este fim de semana em Rio de Frades para tentar superar o exigente percurso, mas o melhor que conseguiram fazer foi chegar à terceira volta (três corredores atingiram esta marca, aos 42 quilómetros). Um registo que diz bem da dificuldade do percurso, numa prova inspirada na conceituadíssima 'Barkley Marathons', que se realiza a cada ano nos Estados Unidos, e que tal como a prova norte-americana conta com aspetos peculiares, como por exemplo o facto de todos os participantes terem sido obrigados a apresentarem-se com uma cerveja artesanal, uma matrícula e ainda um... salpicão.

Tendo a Serra da Freita como pano de fundo, os 50 aventureiros (aqui apelidados de 'Pilhas') partiram pelas 6h50 de sábado, dando ali o arranque para uma aventura que tem como principal propósito "ser um agente de mudança no panorama nacional da modalidade, ao mesmo tempo que dá a conhecer uma região repleta de história". O apelido de 'Pilhas' dado aos participantes diz respeito aos mineiros de Rio de Frades, figuras de relevo na história da II Grande Guerra, "que tentavam contornar a vida dura, à semelhança dos atletas que percorreram estes trilhos de grande dureza, colecionando as guiasde transporte de volfrâmio espalhadas ao longo do percurso".

Tendo as altas temperaturas como principal adversário, os atletas foram 'caíndo' com o passar das voltas até não restar mais ninguém. Ao fim da primeira já só eram 27 os que seguiam, um número que baixou para os já referidos três para arrancar a terceira, sem que a conseguissem completar. Sempre que um atleta abandonava, refira-se, o sino tocava, tal como a música do Taps, um momento que foi sendo respeitado em sentido e com a mão no peito pelos presentes, em sinal de homenagem a quem, pelo menos, tentou tornar possível o impossível. Algo que, com 50 'Pilhas' a abandonar antes da 'meta', se mostrou claramente... impossível.

Mas não se pense que os atletas presentes saíram de mãos a abanar. Consigo levam memórias dos cenários de cortar a respiração, com a passagem por pontos emblemáticos do concelho de Arouca, contornando a aldeia do Cando, passando pelas deslumbrantes paisagens de Tebilhão e Cabreiros, subindo ao Alto das Chãs, descendo ao Candal, no concelho vizinho de São Pedro do Sul e terminando no túnel mineiro de Rio de Frades.

E a promessa fica já feita por José Moutinho, o mentor do evento: o enredo continua na próxima edição, em 2022.

(Fotos: Matias Novo)
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