Mundiais: belga correu 100m barreiras sozinha e acabou... a rebolar
A barreirista belga Anne Zagré mostrou este sábado que, por vezes, é melhor não haver segundas oportunidades na vida, porque o desfecho está destinado a ser negativo... O filme da história da belga, de 32 anos, começa na sessão da manhã de sábado dos Mundiais de atletismo de Eugene, na 1.ª série das eliminatórias dos 100 metros barreiras.
Colocada na pista 6, ao lado da norte-americana campeã em título Nia Ali, Zagré arrancou de forma regular e parecia em recuperação para lutar pelo menos pelas repescagens, até que ao seu lado Nia Ali cai e fica pelo caminho. A belga acaba em 5.º, fora da qualificação direta e por repescagens. Contudo, depois de analisarem as imagens, os juízes entenderam que a queda de Nia Ali havia prejudicado a belga e decidiram dar-lhe uma nova oportunidade.
Ao invés de a repescarem diretamente - até porque havia pistas mais do que suficientes para tal -, decidiram fazê-la correr a solo no início da sessão da tarde. Era Zagré contra si própria, numa espécie de contrarrelógio para tentar fazer uma marca de 13.12 segundos ou menos. Arrancou e tudo parecia bem, as primeiras barreiras também não foram problema, mas o pior foi o final. Na derradeira, tal como sucedera a Ali, tropeçou e acabou no solo... e cruzou a meta literalmente a rebolar. Quanto à marca, cifrou-se nos 14.09, que a deixaram definitivamente pelo caminho.