Nutrição e doenças cardiovasculares

Olá a todos, como foi a vossa semana?

Para este artigo, e depois de termos falado de forma mais ligeira a semana passa, decidi falar de um assunto que continua a ser muito pertinente hoje em dia: a doença cardiovacular. E vou falar deste assunto porque por motivos profissionais tive que rever alguns conceitos sobre doenças cardiovasculares e rever a incidência deste problema em Portugal e os dados são alarmantes!

Segundo o último documento lançado pelo Ministério da Saúde, Retrato da Saúde – 2018, Em 2015, as doenças cérebro-cardiovasculares foram responsáveis por 29,7% das mortes ocorridas em Portugal. Só em 2014, o acidente vascular cerebral isquémico representou cerca de 20 mil episódios de internamento.

Apesar de continuarem a ser a principal causa de morte, situaram-se abaixo dos 30%, pela primeira vez.

A boa notícia é que alterações relativamente fáceis como a redução dos níveis de colesterol sanguíneo e triglicéridos foram mais do que demonstradas como formas de intervenção eficaz para a redução de taxas de morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares.

Já muitos estudos clínicos realizados em grande escala, evidenciam uma estreita e significativa relação entre a redução dos níveis de colesterol total, colesterol LDL e a doença cardiovascular. Por este motivo, os cuidados alimentares e a adequação da dieta são a medida terapêutica aprovada para indivíduos com risco aumentado.

O controlo do doente com hipercolesterolemia depende do grau de adesão à dieta, da mudança do estilo de vida e da prática de atividade física. Mais importante que isso, a adesão à dieta acaba por ser um dos fatores mais significativos pois vai ter um impacto muito maior nos índices de saúde porque, ao contrário de outro tipo de intervenções (como as farmacológicas, por exemplo), depende apenas da sua divulgação e não de outro tipo de recursos.

Assim, tanto nutricionistas, como os consumidores tentam encontrar alternativas que vão para além da restrição de gordura saturada e colesterol da alimentação na prevenção e tratamento das dislipidemias, que podem ocasionar a aterosclerose.

Mesmo as diretrizes dos órgãos especializados nesta doença têm vindo a sofrer alterações sendo recomendado, até há algum tempo atrás que a dieta para tratamento das dislipidemias se resumia unicamente a fazer uma restrição de alimentos ricos em gordura saturada e colesterol.  Contudo, hoje em dia, e a partir de vários estudos realizados, verificou-se que alguns componentes alimentares presentes em alguns alimentos específicos, poderiam desempenhar papeis que vão além da nutrição básica.

Assim, a pesquisa defende que o consumo regular de determinados alimentos, pode oferecer uma alternativa para reduzir o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e potenciar o seu controlo e tratamento. Estes alimentos, podem proporcionar benefícios isolados ou mesmo associados a outros alimentos e/ou terapias que reduzem o colesterol. A utilização destes alimentos acaba por permitir aos nutricionistas ter mais opções no momento da elaboração de planos alimentares, tornando-os mais saborosos, atrativos, menos restritivos, que, se tudo correr bem, levarão a uma maior adesão à terapêutica nutricional proposta ao doente.

Ao longo desta semana vou dar-vos exemplos deste tipo de alimentos e de que forma vão contribuir para a prevenção e controlo da doença cardiovascular.

Até para a semana!

Para mais informações ou esclarecimentos, contacte: inesfilipamorais@gmail.com

Por Inês Morais
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