Prevenir antes de remediar!

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E cá estou eu de volta! Foi num piscar de olhos, mas o 2018 ficou para trás e o 2019 veio para ficar! Bom ano a todos! Sentiram a minha falta?

Bem, cá estou eu para mais um ano de artigos que espero que vos ajudem a olhar para a nutrição de forma mais clara e científica, mas também de uma forma que vos ajude a por em prática.

Como primeiro artigo do ano 2019, seria impossível não falar de resoluções de ano novo. Todos as fazemos, mas as que mais se fazem em todo o mundo estão relacionadas com a perda ou controlo de peso, da adoção de estilos de vida mais saudáveis e aumento da prática de atividade física.

E esta questão não é de estranhar porque a verdade é que a obesidade e o excesso de peso estão a crescer em todo o mundo, principalmente porque se sabe que existem vários fatores variáveis em cada tipo de população que provocam este resultado. Por exemplo, desequilíbrios entre a ingestão e o gasto energético, excesso de comida, má qualidade e maior quantidade alimentar, fatores genéticos, alterações hormonais, sedentarismo, e até, stress. Contudo, o fator determinante que é comum a todas as populações e que provoca este desequilíbrio é o estilo de vida, principalmente a qualidade e a quantidade dos alimentos que ingerem, assim como o sedentarismo.

Estamos num momento em que a oferta de alimentos nunca foi maior, e isto é uma situação que acontece na maioria dos países do mundo. Nunca se ingeriu tanta fast-food, alimentos ultraprocessados (que normalmente têm elevado valor calórico) e nunca estivemos sob tanto stress e ansiedade como nos dias de hoje. Os portugueses, têm vindo a aumentar não só de peso, mas também na quantidade de alimentos altamente calóricos ingeridos, fazendo, normalmente, a associação entre hidratos de carbono e gorduras (pizzas, batatas fritas, bolos, salgadinhos). Para além disto, o aumento do sedentarismo, passaram a ser menos ativos, movimentando-se menos no dia a dia, também muito devido aos avanços tecnológicos e melhoria nos meios de transporte. Isto tudo se associa numa espiral descendente, ou seja, não existe um vilão isolado.

Com tudo isto, manter um peso adequado é cada vez complicado de conseguir. A densidade energética das confeções dos alimentos somada ao sedentarismo, ao consumo de bebidas alcoólicas e ao stress diário potenciam não só o excesso de peso da população, mas também o avanço das doenças crónicas como cardiopatias, hipertensão, diabetes e alguns tipos de cancro.

Mas já sabem que depois de trazer o problema, eu gosto de trazer a solução!

Uma das grandes estratégias é conhecer-se verdadeiramente! Descobrir quais são as suas forças e limitações - onde normalmente acaba por se boicotar - e tentanr reduzir o seu nível de stress e ansiedade. Aumente as coisas que o fazem sentir-se bem e que lhe dão prazer.

Por isso, em vez de resoluções completamente irrealistas, das quais desiste em duas semanas, é fundamental modificar o seu estilo de vida. Tente fazer o seguinte: cozinhar mais; ingerir mais alimentos naturais e menos ultraprocessados; aumentar a ingestão de alimentos ricos em fibra; ter maior variedade de grupos alimentares – um prato mais colorido é sempre uma vantagem; aumentar o consumo de hortofrutícolas para pelo menos 5 porções; reduzir o tamanho das porções; ficar mais ativo e fazer exercício físico regularmente. A prática regular de exercício físico, associada a uma dieta equilibrada e adequada às suas necessidades é fundamental para a manutenção de estilo de vida saudável e promoção da saúde que vai procurar não só este ano, mas também em todo os anos que hão de vir.

Para vos dar um empurrãozinho, esta semana vou falar de 5 alimentos que não podem dispensar neste vosso trabalho de construção de vida mais saudável.

 

Até para a semana!

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