Sensibilidade, intolerância, alergia alimentar: será que sabe as diferenças?

Olá a todos, passaram bem a semana?

Mais uma vez vos trago um tema que tem gerado grande controvérsia no mundo da nutrição e que, muitas vezes, acaba por fazer com que as pessoas de coibam de comer alimentos que lhes fazem falta: a questão das intolerâncias, alergias e sensibilidades aos alimentos.

Cada vez mais somos bombardeados com opiniões/estudos/pesquisas em que vários alimentos que têm sido consumidos ao longo dos tempos, e que sempre foram tidos como importantes na alimentação, de repente, tornam-se verdadeiros vilões… E claro, acabamos por ficar na dúvida sobre o que fazer…

Obviamente que existem pessoas com intolerâncias ou alergias a determinados alimentos, mas será correto generalizar? O artigo desta semana tem como objetivo esclarecer o que são cada uma destas condições de forma a que comecem a fazer as vossas escolhas de forma mais consciente, sem deixarem que "chavões" ditem o que devem fazer.

Então vamos por partes. Começando com as alergias alimentares, normalmente mais perigosas, por serem uma resposta imunitária que acontece de forma aleatória e, na grande maioria das vezes, é causada por alergia a proteínas. Ser alérgico a um alimento significa tolerância zero ao consumo do mesmo, porque pode provocar uma reação anafilática que pode até chegar a matar.

Não tão grave é a intolerância alimentar, já que é uma reação adversa não imunitária que ocorre devido à presença de determinada substância ou nutriente que não consegue ser completamente digerido devido à falta de enzimas digestivas ou ao excesso do nutriente no trato gastrointestinal.

Já a sensibilidade alimentar é uma "queixa", que se manifesta devido a um conjunto de sintomas que podem apresentar-se de variadíssimas formas: gastrointestinais, distensão abdominal, dor de cabeça, alteração do humor, pele. Esta situação é a mais difícil de diagnosticar, conseguindo perceber-se a sua origem excluindo os alimentos um a um e perceber a reação.

Cada um de nós tem a sua própria identidade alimentar – preferências, resposta imunitária, comportamento alimentar e história clínica, por isso cada um de nós vai reagir de forma diferente aos alimentos. O que é bom para a pessoa ao meu lado, pode não ser bom para mim.

Agora uma verdade é certa, pessoas com pré-disposição a alergias, devem ter muito mais cuidado com o consumo de alimentos que tenham potencial alergénico.

Para vos ajudar a perceber e a ouvir o vosso organismo, dou-vos uma lista dos alimentos com maior potencial alergénio para irem tirando as vossas conclusões: cereais que contenham glúten na sua composição, clara de ovo, leite de vaca, soja, castanhas, amêndoas, amendoim, crustáceos e peixes.

São estes os alimentos responsáveis por 90% das alergias alimentares, sendo que os restantes 10% estão relacionados com a presença de outros contaminantes nos alimentos como corantes, conservantes, pesticidas, ou seja, aditivos alimentares.

Por isto, atenção às modas, cuidado com a adoção de dietas restritivas que excluem grupos alimentares. Lá por terem maior potencial alergénio, não quer dizer que esse alimento lhe faça mal.

A grande questão é o excesso de determinado alimento. Consumir muitas vezes ou grandes quantidades do mesmo alimento, mesmo que não lhe cause alergia ou intolerância, pode a uma sensibilidade alimentar.

Ao longo da semana vou dar dicas que vos ajudem a controlar esta questão.

Espero que ajude! 


Até para a semana!

Para mais informações ou esclarecimentos, contacte: inesfilipamorais@gmail.com

Por Inês Morais
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Nutrição

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.