Vamos lá acabar com os excessos

O Verão já passou, mas talvez devido ao bom tempo que continua a fazer-se sentir, a vontade de nos sentirmos bem permanece. Depois dos excessos das férias, a perda do peso extra começa a ser uma preocupação muito mais urgente.

Mas será que vale tudo para conquistar aquilo que consideramos aceitável?

Será que isso não trará consequências?

Será que compensa ter várias oscilações de peso constantes?

O segredo está em adquirir novas estratégias ao longo do ano pode mostrar-se muito mais produtivo e prolongado onde conseguimos sentir-nos bem o ano todo.

Então como fazer isso?

A primeira questão é evitar falar em "dietas". Dieta é tudo o que comemos no dia a dia.

Num processo de perda de peso, por exemplo, o que é feito, normalmente, é um plano em que é feita uma restrição calórica que, se for demasiado severa, só funciona a curto prazo e a maioria das pessoas volta ao peso inicial ou ganha ainda mais peso a longo prazo.

Mas nenhum programa nutricional, seja com que objetivo for, terá sucesso se não começar a "ouvir-se" mais! Não só o seu corpo, mas também sua mente.

Sendo que é a primeira vez que vamos falar de nutrição, acho fundamental falar de um aspeto que a maioria das pessoas negligencia, e que é fundamental para atingir qualquer resultado que diga respeito a uma meta com o corpo – a nossa cabeça.

Todas as exigências do dia a dia levam a que se coma por questões emocionais como, por exemplo, stress, ansiedade, tristeza, solidão, fazendo com que a comida seja vista como um fator de alívio e uma forma de compensação por todas as situações do quotidiano que não vão de acordo com a expectativa criada.

A grande maioria das pessoas não sabe, mas a componente psicológica/emocional é a base de sustentação num processo de eduação alimentar, tenha ele seja que objetivo for. È necessário atribuir à comida o seu valor nutricional e desobrevivencia, desvinculando-a da necessidade de compensação que preencha uma condição emocional. Trabalhar o auto-conhecimento, o compromisso, a aceitação, a flexibilização e a motivação são os primeiros passos para a mudança.

Comer melhor implica uma mudança de estilo de vida, que numa primeira fase pode aumentar, ainda mais, uma situação de ansiedade que não esteja controlada. Aumentar esta situação pode atrapalhar significativente o cumprimento do objetivo.

Para além de influenciarem o processo de reeducação alimentar, as questões da ansiedade e do descontrolo na alimentação podem, também, ser um indicativo para algum tipo de transtorno alimentar.

Existem alguns bem conhecidos e estudados, que a maioria da população conhece. Mas a realidade é bem mais abrangente: se a pessoa pode só sentir prazer através de um alimento, isso pode ser indicativo de que a pessoa pode apresentar dificuldades em lidar com restrições ou que pode apresentar quadros de desequilíbrio emocional no período de tratamento de reeducação alimentar.

Por todas as questões que acabei de enumerar o mais importante é: fazer as pazes com o seu corpo. Deve esquecer a tentação de uma rápida perda de peso, que só vai aumentar os níveis de ansiedade e perturbar o funcionamento harmonioso do metabolismo. Olhar-se ao espelho, e não gostar do que vê deve ser, apenas e nada mais, um ótimo motivo para procurar uma mudança no estilo de vida para ser mais saudável e permitir que se ame acima de tudo.

Por Inês Morais
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Nutrição

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.