Apadrinhar Ronaldo é "prémio pessoal" para Toñito

Antigo jogador do Sporting recorda o primeiro golo do avançado português com a camisola dos leões

• Foto: Luís Vieira / Record

Toñito classificou como "prémio pessoal" ter contribuído para a estreia de Cristiano Ronaldo no escalão sénior e assistido o primeiro golo do avançado português com a camisola dos leões.

"Recordam-me muitas vezes nestas entrevistas e é difícil esquecer. Talvez não seja tão valioso para muita gente, mas para mim é um prémio pessoal ter coincidido com o melhor jogador de todos os tempos e ficar na história por esses dois momentos", admitiu o ex-médio espanhol à agência Lusa.

Em 14 de agosto de 2002, Antonio Jesús García González, mais conhecido por Toñito, foi titular na receção ao Inter Milão (0-0), na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, e acabou substituído aos 58 minutos por Cristiano Ronaldo, então com 17 anos.

"Entrou na primeira equipa pelo caráter competitivo e, acima de tudo, pela sua qualidade. Humanamente, era um miúdo muito humilde e profissional", frisou o campeão nacional em 1999/00.

Ainda que o resultado não tenha mudado e o Sporting falhasse a passagem à fase de grupos no final desse mês, ao perder 2-0 em San Siro, aquela noite iniciou a carreira sénior do avançado pela mão do romeno László Bölöni, técnico com o qual somou 31 jogos e cinco golos em 2002/03.

O primeiro tento do antigo apanha-bolas da equipa principal apareceu dois meses depois, em 7 de outubro, aos 34 minutos do triunfo caseiro sobre o Moreirense (3-0), da sexta jornada do campeonato luso.

Ao receber um toque de calcanhar de Toñito, o camisola 28 acelerou em direção à baliza vimaranense e fintou vários adversários, antes do remate cruzado que fez rejubilar a plateia do antigo Estádio José Alvalade.

"Sendo sincero, foi um passe quase no meio-campo e ele teve de fazer muita magia para chegar ao golo", admitiu o ex-jogador de Vitória de Setúbal, Santa Clara, Boavista e União de Leiria, que representou o Sporting por 113 vezes em quatro épocas.

O bielorrusso Vitali Kutuzov inaugurou o marcador à meia hora e o madeirense cabeceou para o primeiro bis da carreira nos descontos, após livre lateral de Rui Jorge, piorando a noite do angolano João Ricardo, que ficou na história como o primeiro guarda-redes sénior a ser batido por CR7.

As duas efemérides revelaram a nova joia das camadas jovens leoninas, na senda de extremos como Paulo Futre, Luís Figo, Simão Sabrosa ou Ricardo Quaresma, e acentuaram a relação com Toñito, motorista do internacional português, com quem aproveitava as viagens entre o centro de Lisboa e a Academia do clube, em Alcochete, para falar "um bocadinho de tudo".

"Aconselhava-o a ter paciência, já que estava com muita fome em termos futebolísticos", sublinhou o antigo jogador, de 42 anos, mais oito do que Ronaldo, com quem partilhou o relvado em 25 ocasiões.

Os primeiros meses da carreira profissional auguraram um futuro risonho ao dianteiro da Juventus, que pode cumprir o milésimo jogo na carreira profissional, na receção ao AC Milan, em partida da 12.ª jornada da Serie A, 17 anos após a estreia pelo Sporting.

"Pensávamos que ia ser um grande jogador, mas era muito difícil prever até onde podia chegar porque isto é um trabalho diário, semanal e anual", argumentou Toñito, que dirige uma escola de futebol nas Ilhas Canárias, batizada de Sporting Clube de Tenerife, e perdeu o contacto com Ronaldo desde a transição do Real Madrid para a octocampeã italiana.

Por Lusa
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de O diário de CR7

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.