Milhões a voar em impostos: as contas que Ronaldo faz e que o afastam do Real Madrid

Avançado português beneficia de um sistema de tributação mais vantajoso em Itália

O regresso de Cristiano Ronaldo ao Real Madrid tem sido um dos temas mais falados nos últimos tempos na imprensa desportiva espanhola, mas há muitas contas a fazer por parte do internacional português antes de tomar a decisão de deixar a Juventus. É que em Itália - além de ganhar mais do que os merengues lhe poderiam oferecer -, o craque beneficia de um sistema fiscal muito mais vantajoso, conforme explica o jornal 'Marca'.

Ronaldo já teve a sua conta de aborrecimentos por causa do fisco espanhol. O capitão da Seleção Nacional teve de ir a tribunal responder por verbas relativas aos direitos de imagem que, entre 2011 e 2014, terão escapado ao pagamento de impostos em Espanha. Foi condenado a uma pena de prisão de dois anos com pena suspensa, acabou assinar um acordo em que se declarou culpado de quatro delitos fiscais e teve de devolver 19 milhões de euros ao estado.

Ronaldo chega ao tribunal de Madrid
Quando foi para Itália, em 2018, o avançado beneficiou de impostos mais baixos, num país que recentemente aprovou uma lei parecida com a lei Beckham que existiu em Espanha até 2014, que visava atrair talento estrangeiro oferecendo benefícios fiscais. Muitos futebolistas fizeram as malas e mudaram-se, mas Ronaldo não tirou partido desta lei, que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2020.

Seja como for, só ao nível dos direitos de imagem o português poupa  milhões de euros. Em Itália basta-lhe pagar 100 mil euros para justificar os muitos milhões que recebe ao nível mundial e este terá sido garantidamente o grande aliciante para aceitar a proposta da Juventus, ou não fosse ele, juntamente com Messi, o futebolista que mais dinheiro ganha no Mundo com direitos de imagem.

Se regressasse a Madrid, conforme explica o diário de Madrid, Ronaldo voltaria às obrigações fiscais de outrora. Uma das hipóteses seria jogar em Espanha e manter a residência fiscal em Itália durante um ano, de modo a manter as vantagens no que diz respeito aos direitos de imagem. Mas nos dois países há a chamada tributação mundial, ou seja, paga-se impostos sobre todo o rendimento, independentemente de onde foi obtido.

O jogador com a família em Turim
No caso hipotético de Ronaldo assinar pelo Real Madrid em agosto, o clube poderia reter 19 por cento do salário até 31 de dezembro como não residente, mas quando Ronaldo fizesse a sua declaração de rendimentos em Itália em 2022 teria de tributar mais 46 por cento. Ou seja, a vantagem fiscal de manter residência em Itália seria praticamente nula.

E no que diz respeito aos direitos de imagem, mantendo residência em Itália não era garantido que Ronaldo escapasse à tributação em Espanha, pois o mais provável é que o obrigassem a pagar 19 por cento como não residente.

No ponto de vista fiscal a mudança de Cristiano Ronaldo para Espanha não é atrativa. Mesmo que mantivesse residência em Itália por um ano, nos exercícios seguintes passaria obrigatoriamente a residente em Espanha e voltaria a ver os seus rendimentos obtidos através dos direitos de imagem serem novamente tributados a 45 por cento.

E está visto que criar empresas na Irlanda e nas Ilhas Virgens britânicas para tentar enganar o fisco espanhol não resulta...

Por Record
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