Ronaldo elegeu a Juventus para continuar ao mais alto nível

CR7 completará os 1.000 jogos este domingo

• Foto: MASSIMO PINCA

Cristiano Ronaldo escolheu a Juventus, aos 33 anos, para, presumivelmente, acabar ao mais alto nível a sua carreira futebolista e é no clube italiano que deverá cumprir no domingo, face ao AC Milan, o jogo 1.000 da carreira.

Depois de seis épocas no Manchester United e nove no Real Madrid, o capitão da seleção nacional elegeu em 2018/19 a melhor equipa transalpina, na qual tem mostrado, à base de golos, que "a idade é só um número".

Na primeira época, Ronaldo foi o melhor marcador da Juventus no campeonato transalpino (21 golos) e na Liga dos Campeões (seis), pertencendo-lhe também o tento que valeu a conquista da Supertaça italiana, face ao AC Milan (1-0).

A frequência com que marca não é a mesma que exibiu no Real Madrid, ao serviço do qual somou mais golos do que jogos, mas a verdade é que continua a faturar regularmente - soma, para já, em menos de época e meia, 34 tentos, em 56 encontros.

No final da época 2017/18, mais precisamente ainda nos festejos da vitória na Champions, minutos após o 3-1 ao Liverpool, Ronaldo monopolizou as atenções, ao ameaçar deixar o Real Madrid, o que meses depois se concretizou.

Os merengues puseram-lhe preço (100 milhões de euros), a Juventus aceitou pagá-los e o internacional português seguiu, encantado, para Turim, rumo a uma equipa vencedora -- ganhou todos os campeonatos desde 2011/12 -- e com ambições europeias.

Apresentado em 16 de julho de 2018, numa cerimónia apenas para imprensa e convidados, Ronaldo disse logo que rumar à Juventus foi "decisão fácil" e que não vinha para se reformar, por isso escolhera um "clube grande", não, como outros, o Qatar ou a China.

Um mês e dois dias depois, estreou-se, com um triunfo por 3-2 na casa do Chievo, no 936.º encontro da carreira, para, ao quarto jogo, em 16 de setembro, marcar os primeiros golos, ao bisar na receção ao Sassuolo (2-1), na quarta ronda da Serie A.

Depois de abrir o ketchup, Cristiano Ronaldo continuou, sempre em boa cadência, a faturar, incluindo a um dos seus antigos clubes, o Manchester United, não em Old Trafford, onde foi ovacionado, mas em casa, num desaire por 2-1.

Em 15 de dezembro de 2018, decidiu o primeiro dérbi de Turim, na casa do Torino, com um golo de penálti, aos 70 minutos, para, volvido um mês, em 16 de janeiro de 2019, dar a Supertaça à Juventus, face ao AC Milan (1-0), em Jeddah, na Arábia Saudita.

O seu grande momento aconteceu em 12 de março, frente ao Atlético de Madrid, na segunda mão dos oitavos, à qual à Juventus chegou em grandes dificuldades, depois de um desaire por 2-0 no Wanda Metropolitano, que seria o palco da final.

Cristiano Ronaldo, que já tinha muitas vezes sido carrasco dos colchoneros como jogador merengue, escolheu essa noite para brilhar, com o seu primeiro hat-trick pela Juve, selado com tentos aos 27, 49 e 86 minutos, o decisivo de penálti.

O português manteve a vecchia signora na corrida à Champions, prova que a Juventus só arrebatou em 1985 e 1996, mas o sonho acabou por morrer nos quartos de final, perante o Ajax, apesar de Ronaldo ter marcado em Amesterdão (1-1) e em Turim (1-2).

A época acabou, porém, em festa, pois, em 20 de abril de 2019, Ronaldo juntou o título de campeão italiano a três ingleses e dois espanhóis, depois de um triunfo caseiro por 2-1 face à Fiorentina, na 33.ª de 38 rondas.

Na presente temporada, soma seis golos, em 13 jogos, com os objetivos todos em aberto, incluindo a Liga dos Campeões, prova em que a Juve já garantiu lugar nos oitavos.

Por Lusa
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