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Opinião
António Carraça

Made in Portugal

A capa de junho da "Exame", tem como tema o ‘Made in Portugal’. Destaca a cortiça, o azeite, as cadeiras, as bicicletas e as chávenas de café como produtos portugueses de sucesso no Mundo. E estes são apenas alguns exemplos de como podemos ser competitivos e deixarmos a nossa marca registada. Os mercados são cada vez mais globais. Não existem fronteiras. O que vale e o que determina a decisão é, inevitavelmente, a relação preço versus qualidade. E aí, em alguns segmentos de mercado, somos realmente competitivos. Com produtos e mão de obra de inigualável reconhecimento.

Basta ver o que se passa no futebol mundial. As muitas dezenas de milhões de euros que vão custar as transferências do Bernardo Silva, do Ederson, do Lindelöf e de alguns outros jogadores portugueses ou a jogarem em clubes nacionais. As centenas que já proliferam pelos cinco continentes. Os títulos de treinadores como o José Mourinho ou o Leonardo Jardim. E os cerca de 200 técnicos de futebol a trabalhar por todo o planeta são a prova do potencial económico e de qualidade de trabalho do nosso futebol.

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Seria interessante, útil e curioso, que um dia, alguma instituição, meio de comunicação ou profissional nas áreas económicas e sociais, fizesse o levantamento pormenorizado e referencial, do impacto que o futebol e os seus respetivos profissionais representam em Portugal e no Mundo. Não tenho duvidas de que os resultados seriam surpreendentes. E que refletirão uma verdade, até aqui, com vergonha, escondida. O futebol é, queiram ou não, gostem ou não, aceitem ou não, entendam ou não. Um dos setores económicos e sociais mais importantes, revolucionários e inovadores do último século...

Por António Carraça
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