Paulo Bento comentou a saída de Carlos Freitas considerando que a equipa ficou mais frágil. Mas não. A decisão do administrador não veio agravar a situação de "desequilíbrio" do Sporting. Há muito que os sinais de desnorte são visíveis e não são responsabilidade única.
A saída de Carlos Freitas não provocou surpresa alguma e poucas ou nenhumas esperanças deixou de que a equipa em Setúbal já fosse outra, se aproximasse, pelo menos em ambição, à da época passada.
A crise leonina é muito mais do que resultados. Não basta assumir responsabilidades ou mostrar unanimidade em torno da equipa técnica. É preciso tomar decisões. A começar em Paulo Bento e a terminar em Soares Franco.
Estranha-se o conformismo com se vão aceitando as derrotas e exibições vergonhosas. Estranha-se que os dias passem e não haja o mínimo sinal de acertos (verdadeiros acertos) no plantel. Estranha-se a apatia dos jogadores.
A agonia parece eternizar-se. Face a política do "deixa andar" , espera-se um final da época penoso e com muitas idas de Soares Franco ao balneário. Para quê? Para ficar tudo como antes.