Tudo correu mal. Portugal não se conseguiu libertar de uma teia muito bem montada pelos alemães, que conseguiu manietar os nossos jogadores. Um golo sofrido muito cedo, erros defensivos, uma expulsão extremamente rigorosa e a falta de maior intensidade para conseguir a reviravolta transformaram o jogo num pesadelo.
Com um ataque muito criativo e cheio de mobilidade, que se notabilizou por uma tremenda eficácia (4 golos em 5 remates direcionados à baliza), os germânicos destacaram-se ainda mais nos momentos em que não tinham a bola, com uma pressão forte, bloqueando as linhas de passe e deixando o meio-campo nacional sem capacidade de construção. Houve alturas em que cada português tinha sempre dois alemães por perto e as perdas de bola no processo de transição foram uma constante.
Faltou um pouco mais de dinâmica e intensidade aos médios portugueses para poderem superar a “aranha” alemã, que tinha sempre mais pernas que a nossa equipa para conquistar a posse da bola. Um pouco inspirada pelo Bayern de Guardiola, houve alturas em que a Alemanha se posicionava num 4-6-0, um verdadeiro muro que não deixou os portugueses progredirem no terreno com a qualidade que conhecemos.
Sendo incapaz de pressionar o portador da bola ou sair rapidamente para o contra-ataque, Portugal não soube lidar com a estratégia alemã e intranquilizou-se à medida que o tempo ia passando. A quebra anímica acabou por contribuir para o surgimento de erros defensivos que levaram ao avolumar do resultado. E reduzidos a 10, os portugueses acabaram por ser incapazes de dar a volta a um jogo em que Alemanha, confortavelmente, foi gerindo as coisas a seu contento, impondo um ritmo mais baixo.
Este não é o verdadeiro potencial da nossa Seleção. Mais do que se focar em erros alheios, Portugal tem de corrigir os seus e jogar mais. Foi apenas um mau começo e há qualidade para fazer melhor nas próximas partidas. Nada está perdido.