Numa coisa parece haver concordância: a contratação de Balboa não trouxe acréscimo de qualidade ao plantel do Benfica. Mas não foi preciso chegar pelo meio da época para perceber que o extremo era uma solução mediana. Era preciso que estivesse noutro patamar. Feitas as contas jogou menos de 400 minutos, custou 4 milhões e tem a "corda na garganta".
Outra coisa, é o que julgamento público que está a ser feito por parte de Quique Flores.
O treinador do Benfica - tal como todos os outros - tem o dever de exigir a máxima aplicação por parte de todos os jogadores do plantel e de - caso não correspondam aos níveis de profissionalismo e entrega exigíveis - de os "castigar", deixando-os no banco ou fora dos convocados. No entanto, é necessário que fique tudo bem caro. E neste caso, fica a dúvida se Balboa é uma espécie de bode expiatório.
Quique arriscou tudo com as declarações na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Olhanense . O jogador vai sentir-se espicaçado ou humilhado?
De uma coisa o treinador do Benfica não pode esquecer-se: Balboa chegou à Luz com o seu aval. Se Quique tinha boas indicações do extremo no Real Madrid - como disse na conferência de imprensa - o pouco rendimento na equipa da Luz também pode envolver falhas alheias. A começar no próprio Quique.