A festa continua

Alegria a rodos em Paris, desilusão em Lisboa. Muitas lágrimas e desalento à mistura com a derrota da Selecção Nacional com a França. O futebol, como paixão, vive destes altos e baixos. Mas, passadas já algumas horas sobre o sonho desfeito, é tempo de deixar as tristezas para trás das costas e continuar em festa. Portugal merece que assim seja.

Se para o comum dos adeptos não é fácil digerir a amargura por mais uma "traição francesa", estes dias são particularmente difíceis para os jogadores, que precisam de dar a volta rapidamente por cima para entrar no jogo com a Alemanha (o 3º lugar do pódio não é para qualquer um) como se estivessem a disputar a final.

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Ontem, mesmo quando muitos já se iam conformando com a vitória francesa (o relógio andou a velocidade de tgv), ouviu-se bem alto o nome de Portugal. Os adeptos foram incansáveis, entrando no jogo como se fossem um dos eleitos de Scolari. Mas o seu papel não termina por aqui. Em Estugarda, uma casa que Meira tão bem conhece, a Selecção Nacional precisa e merece ser apoiada.

A vitória da França não merece grande contestação. O cansaço pesou nas pernas dos portugueses, o dia não foi o do Mágico de Portugal (já o francês vai deixar o futebol pela porta grande, com o mundo rendido a seus pés) e as soluções ofensivas não apareceram (se é que existem), mas o Mundial ainda não acabou. Continuemos então em festa. Não existem motivos para ser de outra forma...

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