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A Taça de Portugal transformou-se num frete para os clubes da Liga principal e respectivos adeptos. O termo festa, aplicado invariavelmente durante anos para adjectivar os encontros relativos a esta competição, só continua a fazer sentido em casos específicos.
Os tomba-gigantes, dois ou três por eliminatória, são os únicos com motivos para celebrar, enquanto os restantes tentam que os jogadores cumpram castigos nessa data e respiram de alívio ao desenharem mais uma cruz num calendário sobrecarregado.
As assistências registadas em Coimbra, Alvalade e Reboleira exemplificaram ontem o que é uma prova quase moribunda. O facto de os jogos se disputarem a meio da semana e a hora de início da maioria deles ajudam a explicar o problema. Para que a 4ª eliminatória (a primeira com clubes da Liga) ganhasse algum interesse, por pouco que fosse, deveria adoptar-se a fórmula espanhola, com a obrigatoriedade de os grandes visitarem os pequenos.
Suscitaria mais equilíbrio e adesão popular (como aconteceu no Bessa). Quanto à motivação dos primodivisionários... é que há mesmo pouco a fazer...