Com o regresso da Selecção Nacional a Portugal fecha-se um ciclo, que permitiu aos portugueses viver um mês de sonho. O futebol fez o que muitos psicológos tentaram e não conseguiram: aumentar a auto-estima. Só por isso, obrigada Portugal.
Mas neste hora de balanço, que como qualquer outro cairá inevitavelmente no erro de repetir o que já foi dito, há questões que se levantam para além da festa. A FPF, no caso de Portugal, e a FIFA, têm já de pensar nos desafios que aí vêm porque nem tudo foi um mar de rosas no Alemanha'2006.
Vejamos o caso de Portugal e os motivos das novas preocupações: como redefinir um plantel que perde Pauleta e Figo (fundamentalmente este, que esteve soberbo), que tem claras deficiências a nível ofensivo e que não pode a partir de agora, como um patamar tão alto atingido, voltar às tristes figuras de outrém.
Quanto a Blatter, as precupações também serão muitas. Não faltaram espectadores (nos estádios e em casa), as televisões têm motivos para sorrir com as audiências mas faltou a emoção do futebol-espectáculo. Vivemos numa espécie de anti-futebol, que não quer nada com o golo, que só vive obcecado com as tácticas, estudando ao milímetro todos os detalhes para não cometer um erro, mas que quase tem medo de mandar a bola para a frente e fica contente com um golinho, um golinho só.
O futebol é cada vez mais científico e não será só com novas bolas (ainda mais leves e mais dinâmicas) que o problema do malvado golo se resolverá. Ainda têm tempo para pensar, mas já agora não demorem muito. Por favor.