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Depois de tanta conversa "furada", de avanços e recuos, de arquivamentos e reaberturas, parece que, finalmente, chegámos a algum lado. Não estou com isto a dizer que Pinto da Costa é (ou vai ser) culpado. Penso é que já é tempo de se avaliar, em definitivo, as suspeitas sobre o seu comportamento em relação à verdade desportiva. E em torno de uma situação destas só há duas respostas possíveis: inocente ou culpado.
O caminho para se chegar a uma decisão num processo do género pode ser complicado, pois a quantidade de material a ser avaliado (assim como o número de pessoas chamadas a depôr) deve ser elevada, mas espero que a Justiça funcione bem e depressa. E se o líder do FC Porto for considerado culpado... que seja punido; se for declarado inocente... que o deixem em paz!
Embora em causa esteja apenas um Beira-Mar-FC Porto, creio que o julgamento vai ser bem mais complexo, pois já todos percebemos que, no que ao mundo do futebol diz respeito, é difícil isolar o que quer que seja. Tudo parece ligado. Se calhar... demasiado ligado, o que historicamente tem levantado muitas dúvidas a quem acompanha o fenómeno. E esse clima de suspeição contínua em nada tem contribuído para que a modalidade evolua. Bem pelo contrário.
Pinto da Costa, como lhe competia, não perdeu tempo a reagir à notícia do pronunciamento e aos microfones do Rádio Clube Português, numa conversa de amigos, clamou - pela enésima vez - inocência. E foi mesmo mais longe, pedindo a colaboração Divina para não dar sossego a todos os que, em seu entender, têm como único objectivo difamá-lo.
Não sou muito chegado às questões religiosas. Até ver, continuo a preferir a justiça terrena. Convém é que ela seja isenta e certeira. Doa a quem doer. Para bem do futebol, do País, de todos nós que, independentemente dos ideiais ou cores clubísticas, queremos continuar a acreditar que vivemos num Estado de Direito que pune os infractores e absolve os inocentes.