Menos de um mês depois de ver o Real Madrid "roubar" ao Manchester o título de clube mais rico do mundo, Florentino Pérez atirou a toalha ao chão, percebendo que teria pela frente um final de época penoso, com desaires atrás de desaires.
A política desportiva, conhecida por "Zidanes y Pavones", colocou a equipa "blanca", nos primeiros anos da era Florentino no topo do futebol mundial, mas criou um balneário ingovernável, que agora se virou contra ele.
Florentino chegou ao Santiago Bernabéu em grande estilo, pagando a cláusula de rescisão de Figo (o negócio mais acertado que fez) e defendendo que as contratações de grandes estrelas como Ronaldo ou Zidane, argumentando que "nasceram para jogar no Real Madrid". Contratou Beckham com o objectivo de vender camisolas e assinou a sua pópria sentença.
Foi precisamente esta política cega, que arruinou Florentino Pérez, que como ontem se dizia em Espanha "criou corvos e não os soube controlar".
Figo e Florentino chegaram juntos e saíram quase ao mesmo tempo mas há uma diferença. O português saiu pela porta grande e deve estar a agradecer a Luxemburgo por o ter empurrado para fora de um balneário venenoso e pouco dado ao trabalho; Florentino, que pactuou com o brasileiro, deixa o Bernabéu como um homem derrotado.