A queixa do Benfica

O Benfica pode reclamar que a Liga agende a discussão em torno do lance entre Rodríguez e Nuno Gomes mas as imagens que servem de fundamento à queixa pouco ou nada dizem.

Se no lance em Luisão e Sapunaru era vísivel que o central do Benfica atingiu o adversário com um cotovelo com possíveis consequências físicas, nas que foram ontem apresentadas na SIC Notícias e que Record Internet reproduz é difícil encontrar indícios que fundamentem a acusação.

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Não se vê no que é que foi colocada em causa a integridade física do avançado do Benfica ou um acto gravemente atentatório da ética desportiva. Aliás, lances como esse existem às dezenas.

Há, no entanto, uma questão que se levanta. Estas imagens devem ser tão válidas como as que serviram de suporte ao sumaríssimo aplicado a Luisão. Não faz sentido que esse reconhecimento se aplique apenas às difundidas pelo operador televisivo.

Nos dois casos, o princípio é o mesmo: a equipa de arbitragem não fez qualquer referência no relatório ao lance, não ajuizou essa conduta, e os meios de provam são as imagens do jogo, logo são tão válidas umas como outras.

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Há quem conteste, lembrando que a manipulação pode existir. Mas essa é apenas uma questão de fiscalização. Se a Liga defende (e bem) que "as situações intoleráveis e inequívocas de colocação em grave risco da integridade física dos atletas" devem ser sancionadas mesmo que tenham "escapado ao âmbito de observação" da equipa de arbitragem, é importante que a "fonte" não se tenha de limitar ao que difunde o operador.

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