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No triste "Caso Mateus" ainda há coisas que podem causar no comum cidadão alguma estupefacção. Que o futebol português tem gostado de se expor em múltiplas oportunidades e nos momentos mais inoportunos - como no México'86, quando o momento era de festa pelo regresso aos Mundiais 20 anos depois e acabou por se tornar em dias de vergonha nacional - da pior maneira já todos sabemos, mas havia necessidade de cair num ridículo destes?
Não me parece que o Gil Vicente tenha alternativa ao retirar da queixa dos tribunais civis porque a questão é tão simples como esta: os regulamentos são claros, os gilistas incorreram no seu incumprimento e a descida de divisão é a pena que se aplica. Mateus não terá direito a ser um novo Bosman, por mais que isso trouxesse ao angolano dinheiro e fama, e Valentim Loureiro gostasse que isso acontecesse.
Só não há direito é que estas manifestações de patéticas teimosias manchem a boa imagem que a Selecção Nacional e os clubes portugueses conseguiram criar nos últimos anos. Se a Juventus, que é a Juventus, percebeu que não podia prejudicar o futebol italiano às custas de um recurso por causa do chamado "calciocaos" (rapidamente sancionado sem olhar a nomes e pressões), o que é que estará por detrás da resistência de Fiúza e de quem o apoia?
O Sporting já ameaça pedir indemnização à FPF se a FIFA confirmar o afastamento das equipas portuguesas das competições europeias, o Benfica ainda vai dizendo que confia nas capacidades da Federação mas a paciência já está a faltar a todos. A brincadeira há muito que devia ter acabado. Só espero que não seja preciso a FIFA acabar com o mal pela raiz, se bem que às vezes uma revolução venha a calhar para acabar com os pequenos/grandes ditadores.