_

A reviravolta de Makukula

A recente lesão de Nuno Gomes, associada às paragens longas de Hélder Postiga e João Tomás, deixou, de repente, a Selecção sem muitas soluções para o posto específico de ponta de lança. Hugo Almeida, até pelo golo alcançado no Azerbaijão, tem a titularidade garantida no decisivo embate do Cazaquistão, mas era preciso encontrar uma alternativa. Scolari achou-a na Madeira e mandou Makulula embarcar.

Futebolisticamente falando nada há a dizer. A equipa não pode ter apenas um verdadeiro homem de área; deslocar Cristiano Ronaldo não é uma opção muito famosa (e se Simão não recuperar a ideia é pouco ou nada recomendável) e o maritimista, depois de muitos problemas com as lesões, reencontrou-se com os golos no Madeira e está a protagonizar um interessante arranque de temporada.

PUB

Mas, se é assim, porque razão discordo desta convocatória? Apenas e só porque o jogador, depois de ter sido internacional luso nas camadas jovens, afirmou, publicamente, que o seu desejo era passar a representar o Congo, algo que só não aconteceu devido à interferência da FIFA.

Makukula, após cumprir o trajecto nos Sub-21, explicou que desejava representar o Congo em virtude de considerar que estava "tapado" na Selecção principal. Não sei se a observação estava certa ou errada. E pouco me importa (e isso é verdade) que os responsáveis congoleses o estivessem a pressionar para passar a jogar pela nação africana. O que está em causa é que, depois de ter sido português e de ter defendido o nosso País, Makukula decidiu ir por outro caminho. Tinha esse direito e respeito a opção. Mas já não posso estar de acordo que, depois de chumbada a sua pretensão, volte atrás com a decisão. Pior: não entendo como é que a Federação aceita chamar alguém que, recentemente, não queria jogar por Portugal mas sim por outro país. E, já agora, também me faz confusão escutar as palavras mais recentes do avançado mas, enfim, importante é que Portugal some 3 pontos lá no longínquo Cazaquistão...

Deixe o seu comentário
PUB
PUB