Os adeptos sportinguistas ganharam ânimo com a sequência de sete vitórias consecutivas da sua equipa, com a melhoria da produção futebolística, com o aumento da eficiência na hora da finalização, com o súbito aparecimento de dinheiro que viabilizou as contratações de Mexer, João Pereira, Pongolle e Pedro Mendes. Mas, de repente, quando já ensaiavam umas contas de cabeça, regressaram à depressão própria da derradeira fase da era-Paulo Bento. Tudo porque no embate em que era obrigatório vencer... aconteceu o inverso.
E, em Braga, perante um outro Sporting que explicou, dentro das quatro linhas, porque razão Paulo César e Domingos garantiram, no lançamento da partida, que os favoritos eram os minhotos... o clube de Alvalade não perdeu somente um jogo ou 3 pontos. Pior que isso, disso adeus, em definitivo, à remota esperança de ainda poder chegar ao título. Com 17 rondas realizadas, os verdes e brancos estão a 15 pontos (!!!) dos bracarenses e com desvantagem no confronto directo. Feitas as contas, isto dá quase 1 ponto perdido por jornada em relação aos arsenalistas (e, em caso de vitória sobre o Guimarães, também ao Benfica). Será isto normal? Nem um bocadinho!
Os leões, verdade seja dita, ainda têm a Liga Europa, a Taça de Portugal e a Taça da Liga para conseguir uma temporada positiva. Porém, sabendo-se que também nessas provas têm, já de seguida, adversários complicados (Everton, FC Porto e Benfica), é caso para dizer que, num ápice, voltaram os dias cinzentos a Alvalade.
Caso o próximo mês não corra bem ao Sporting, poderemos assistir a uma das piores épocas de sempre do clube e, se assim suceder, será fácil culpar o actual técnico que, com um contrato de meses, pode considerar-se à experiência. No entanto, por muito que Carvalhal possa ter errado ou vá ainda errar, onde a época começou a ser perdida foi no arranque. E aí, havendo culpados, convém salientar que entre eles não está o treinador do momento.