Adversário de respeito

Adversário de respeito

Portugal poderá dar hoje um passo importante na concretização das suas ambições para chegar ao Mundial’2014. Se vencer na Irlanda do Norte, ficar-lhe-ão a faltar apenas dois jogos em casa, frente a Israel e Luxemburgo, o que coloca a Seleção Nacional em ótimas condições para poder atingir, pelo menos, o segundo lugar do grupo, que dará acesso ao playoff. Todo o cuidado será pouco. É que estes irlandeses são uma equipa muito matreira.

Apesar de ser uma seleção com pouca cotação no futebol internacional, a verdade é que a Irlanda do Norte cria sempre muitos problemas a adversários de maior dimensão. Estamos a falar de uma equipa que, não tendo nenhum jogador com qualidade acima da média, apresenta sempre um coletivo muito forte e um enorme espírito de sacrifício.

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Por outro lado, estamos a falar de um grupo de jogadores que conta uma grande experiência na liga inglesa, um dos campeonatos mais competitivos do Mundo. Nomes como Roy Carroll (ex-Manchester United), Jonny Evans (Manchester United), Aaron Hughes (Fulham) e Steven Davis (Southampton) mostram que alguns destes atletas estão habituados aos grandes palcos. E há nomes mais desconhecidos com vários anos de carreira nos dois principais campeonatos profissionais de Inglaterra.

Não foi por acaso que esta equipa empatou connosco no Dragão e bateu a Rússia no seu próprio reduto. A história dos nossos confrontos contra a Irlanda do Norte também confirma essa ideia. Portugal tem sentido grandes dificuldades quando joga em Belfast e só por uma vez saiu de lá com a vitória. Têm sido jogos sempre muito divididos, frente a uma equipa guerreira, muito unida e motivada, que com a ajuda de um público entusiástico bem próximo do terreno de jogo, se consegue transcender nos momentos em que defronta seleções com grandes jogadores do futebol europeu, indo para lá das suas forças habituais.

Trata-se de uma equipa que não pode ser subestimada. É um adversário que merece respeito, para que depois não surjam desatenções fatais. Se Portugal encarar o jogo desta forma, mais facilmente poderá encontrar os caminhos da vitória. E conseguindo impor o seu estilo de jogo, circulando a bola e dando profundidade aos dois corredores, a maior qualidade lusitana acabará, na minha opinião, por fazer a diferença no resultado.

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Para a equipa de Paulo Bento esta partida assume particular importância. Iniciar o ciclo dos 3 jogos que lhe faltam cumprir com uma vitória, embalaria a seleção para uma posição mais cómoda, ficando depois com a possibilidade de resolver as coisas a seu contento em casa. E quem sabe, se com uma escorregadela da Rússia, o primeiro lugar ainda será possível. Depois de um arranque periclitante, as contas finais poderão fazer-se de forma mais calma.

De registar também a chamada de novos elementos à equipa das quinas. A entrada de Josué, Licá, Adrien, André Martins e Anthony Lopes vem reforçar um leque de opções ao qual já se tinham juntado outras caras novas como Vieirinha, Pizzi, Éder, Nélson Oliveira e Neto. Tratam-se de soluções imediatas e para o futuro que vêm facilitar o processo de renovação que, inevitavelmente, a Seleção terá de enfrentar a médio prazo.

Apartida particular com o Brasil, que se realizará na próxima semana, será um excelente teste à capacidade destes jogadores, para averiguar se tem condições ou não para desempenhar um papel importante nos jogos de exigência máxima que se aproximam.

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O CRAQUE
Chamada merecida

A lesão do guardião Beto possibilitou a chamada de Anthony Lopes à Seleção. Embora seja desconhecido para muitos, há algum tempo que este jogador luso-francês tem estado debaixo de olho dos adeptos portugueses. Formado nas escolas do Lyon, este guarda-redes de 22 anos chegou esta época à titularidade na equipa gaulesa. É um jogador de enorme potencial, com uma grande agilidade entre os postes e elevados níveis de concentração. Os 11 jogos que realizou anteriormente pelos Sub-21 nacionais mostraram que tem muito talento.

A JOGADA
Mais uma boa solução

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Adrien foi outra das surpresas nesta convocatória de Paulo Bento. Uma chamada que faz justiça às boas exibições que o médio do Sporting tem vindo a realizar neste início de época. Do ponto de vista da Seleção, o jogador poderá ser uma peça interessante já que reúne características semelhantes ao trio de atletas que normalmente compõe o meio-campo português (Miguel Veloso, Raul Meireles e João Moutinho) podendo ser uma opção válida para ocupar qualquer uma das posições do sector.

A DÚVIDA
Danny e a Seleção

É o cúmulo do azar. Sempre que atravessa uma fase de maior fulgor e de grandes exibições nos russos do Zenit, o luso-venezuelano Danny tem sido, justamente, compensado com chamadas a Seleção Nacional. Porém, repetidamente, o atleta tem ficado de fora das concentrações por motivos de lesão. A verdade é que, apesar de convocado, o percurso deste jogador na Seleção nos últimos dois anos foi quase residual. Será que ainda vamos ver o Danny do Zenit a fazer o mesmo tipo de exibições por Portugal?

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