Agora sim, há pressão

Quando Camacho surgiu na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o S. Donetsk indignado com a pressão que dizia não compreender, não tinha qualquer razão para esta queixa.

A crise de golos e de vitórias vinha sendo aceite com naturalidade porque o treinador espanhol chegou à Luz com um ambiente claramente favorável - ao contrário de Fernando Santos que nunca foi visto com uma boa solução - e com tempo para adaptar a equipa ao seu estilo.

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Com as palavras utilizadas no encontro com os jornalistas, o que sobressaiu foi uma intranquilidade que afinal vinha do interior. Foi por isso um alerta camuflado, que não teve qualquer efeito no espicaçar da equipa.

Em 9 jogos, Camacho tem 3 vitórias, 4 empates e duas derrotas. Está há 5 jogos sem ganhar. De todos os resultados, a derrota com o S. Donetsk foi o mais inesperado. Representa o pior arranque de sempre dos encarnados na Liga dos Campeões e atira a equipa para uma intranquilidade que se temia desde a pré-época com os erros de avaliação das necessidades do plantel.

A margem de erro não existe mais. O primeiro passo é acabar com a falta de confiança no seio do plantel porque quem veste a camisola de um grande tem de estar preparado para as exigências. Nisso não há volta a dar.

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