_

Águia desce à terra

Depois de uma pré-temporada em grande (e de saber que Sporting e FC Porto não tinham conseguido vencer na estreia na Liga), o Benfica foi incapaz de, em casa, derrotar o Marítimo e, dessa forma, ganhar logo 2 pontos em relação aos rivais. Face à expectativa criada nos últimos dias, podemos falar numa enorme desilusão para os adeptos encarnados que, seguramente, não esperavam um tropeção logo no primeiro embate a sério. Para quem andava "nas nuvens", esta igualdade ditou uma súbita "descida à terra".

É verdade que a equipa de Jorge Jesus fez o suficiente para ganhar a partida, nomeadamente na segunda parte, quando pressionou fortemente os insulares. As águias tiveram mais ataques, remates, cantos, livres directos e posse de bola na casa dos 70 por cento. Mas, todos esses indicadores estatísticos ajudam-nos apenas a "ler" o jogo... não valem pontos! O Benfica desperdiçou uma mão cheia de oportunidades flagrantes (incluído um penálti de Cardozo) e esbarrou num Peçanha em jornada de franca inspiração. Tudo junto... deu empate. E mesmo esse pontinho foi complicadíssimo de conquistar.

PUB

Não vencer no arranque da Liga começa a tornar-se uma preocupante tendência encarnada, pois se é verdade que a primeira jornada não decide o Campeonato, a história recente diz-nos que quando as águias não seguram os 3 pontos de entrada... o título não fica na Luz. E por falar no "ninho da águia", convém acrescentar que "a queda" para os deslizes caseiros tem sido outros dos males recentes da equipa. E se isso ficou bem patente nas últimas temporadas, não deixa de ser curioso constatar que, esta época, o Benfica ainda não ganhou diante do seu público. Nem nos jogos oficiais (só houve este com o Marítimo), nem nos particulares, apesar do empate com o AC Milan ter acabado por se transformar em sucesso, após os penáltis.

Se é possível vislumbrar algo de positivo num empate caseiro, destaco a forma como a equipa benfiquista jogou na segunda parte. Este Benfica de Jesus pratica bom futebol e joga mesmo para ganhar. Com Quique, tenho a certeza, as águias não acabavam (e muito menos começavam) com tantos futebolistas de características ofensivas. É verdade que a "receita" não ditou um triunfo, mas se tal se tivesse verificado... não seria por sorte.

PS - Futebolices à parte, neste último fim-de-semana é de louvar o sucesso de um português (Nuno Ribeiro) na Volta a Portugal em bicicleta; a forma sensacional como Nelson Évora se apresentou na qualificação do triplo-salto nos Mundiais de Berlim (que começaram com resultados bem interessantes dos atletas lusos) e a confirmação de que há mais uma modalidade com potencial entre nós. Depois do judo, triatlo, râguebi (de 15 e 7), futsal e futebol de praia terem passado "a contar" para a maioria dos adeptos do desporto... agora é a vez da canoagem saltar para a ribalta, "ameaçando" chegar aos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, com pretensões bem sérias.

PUB

Uma nota final para um jamaicano que, ainda jovem, já é um dos nomes mais sonantes da história do desporto mundial. A corrida que Usain Bolt rubricou na final dos 100 metros em Berlim (vencendo com inacreditáveis 9.58 segundos, novo recorde mundial) é simplesmente fabulosa. Só chateia constatar que enquanto os adversários correm, ele parece ir de mota...

Deixe o seu comentário
PUB
PUB