Ao rubro

Ao rubro

Quando o Sporting arruma o Manchester City, não é só Sá Pinto que se afirma, os jogadores que rejubilam, as contas do clube que florescem e os sportinguistas que tiram a barriga de misérias e a colocam em magníficas abundâncias. É o país inteiro que resgata o orgulho contra uns ingleses especialmente arrogantes. É quase como a economia mostrar que os mercados não têm razão.

Nunca vi tantos não sportinguistas contentes com uma vitória europeia do Sporting. Até portistas e benfiquistas vi satisfeitos por ver os milionários que haviam desdenhado Portugal enfiarem-se na sua humilhação. E pouco passou até que esses portistas e benfiquistas estivessem a provocar-se por causa do jogo da Taça de Liga.

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Ganhou o Benfica. O Porto pode ter perdido em moral o que ganhou em necessidade. E ficou agora concentrado unicamente no campeonato nacional, que lidera com mais um ponto. O Benfica saiu galvanizado da jornada mas precisa de aguentar-se num exigente tripé: campeonato, Champions e Taça da Liga. Terá pernas para isso? E terá cabeça para não se esfalfar? O que é curioso é que quem pode decidir tudo, no que toca ao campeonato, é mesmo e o Sporting e o Braga, tendo em conta o calendário de jogos pela frente. E o Braga está tanto na corrida como o Benfica.

Tudo isto mostra que temos um final de época ao rubro em várias frentes. Esqueçamos agora as falências e as dívidas: no que diz respeito ao desporto, estamos em grande, com um campeonato esmerado e com exposição europeia. Até o Estádio da Luz ganhou o concurso para albergar uma grande final.

Queixemo-nos da troika, da economia, do desemprego, mas agradeçamos esta qualidade que o futebol nos está a dar. Alegrias também não pagam dívidas mas tê-las é melhor que somar tristezas.

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