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Ganhar uma Supertaça não é a mesma coisa que conquistar um campeonato ou uma Liga dos Campeões. Ainda assim, em Portugal ou em qualquer outro país, só quem perde (ou não está bom da cabeça) é que se lembra de desvalorizar um sucesso. Vencer uma prova, seja ela qual for, é sempre importante. No dia em que deixar de ser, o melhor que os clubes têm a fazer é, pura e simplesmente, abdicar de as disputar. Assim, em Espanha, o Real Madrid já pode dizer que arrebatou um troféu esta temporada, enquanto o rival Barcelona ainda nada conquistou e – tão ou mais grave – soçobrou no primeiro duelo direto (a duas voltas) da época.
Após 180 minutos de despique entre as melhores equipas mundiais da atualidade, o que foi evidente é que, salvo alguma grande surpresa, vamos voltar a ter emoção a rodos (devidamente acompanhada de golos) quando os dois colossos medirem forças. E se já temos a certeza de outros dois compromissos (referentes à Liga), é provável que a época nos reserve mais jogos entre Real e Barcelona, seja na Taça do Rei e/ou na Liga dos Campeões.
Para além do equilíbrio esperado coletivamente – ontem colocado em causa nos primeiros minutos face à inspiração merengue e ao devaneio defensivo dos catalães –, o frente a frente entre os “velhos inimigos” servirá ainda, mais uma vez, para observar o despique individual entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, os dois melhores futebolistas do Planeta que, dia após dia, insistem em oferecer-nos lances notáveis e golos de todas as formas possíveis e imaginárias. Ainda bem que é assim!
A Supertaça espanhola funcionou como um autêntico aperitivo para o que aí vem nos próximos meses. E mesmo sabendo que o Real começou a época aos tropeções (tem 5 pontos de atraso após duas rondas na Liga) dificilmente o despique não irá durar quase toda a temporada. Assim é que tem piada, acrescente-se.