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As birras das vedetas

Em qualquer espectáculo há exibições mais bem e mais mal conseguidas, há momentos para aplausos e apupos. O futebol não é diferente. E ainda bem que não porque é um jogo de emoções. Comprende-se que Ronaldo não lide bem com o fracasso - não é fácil para qualquer pessoa lidar com o insucesso num mundo cada vez mais competitivo - mas já não se compreende que faça birras ou seja mal-criado por quem tem todo o direito de assobiar o seu trabalho.

É óbvio que não foi só Ronaldo que não esteve bem mas o estatuto que tem na Selecção Nacional e no futebol mundial (por muitos considerados o melhor de todos) deviam dar-lhe outro estofo em situações do género.

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Há tempos na Luz, ao serviço do Manchester, fez um gesto infeliz para o público. As reacções que provocou deviam ter sido suficientes para o extremo perceber que no futebol também se é grande pelas atitudes que se tem.

Perante o péssimo jogo de Portugal, as vaias estão totalmente justificadas. Não são apenas os adeptos que têm de puxar pela equipa. O contrário é válido em idêntica proporção. Ronaldo protegeu-se, vingando-se no público. Fez mal. O que tem de fazer é trabalhar para ser a figura referência da Selecção Nacional.

Quandos os tempos eram de filas enormes na Ponte Vasco Gama, bandeiras por todo o lado, ou treinos com tanto ou mais público que muitos jogos eram só simpatias. Não só de Ronaldo. De todos.

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Agora nada podem ouvir. Madaíl deixou a tribuna antes do fim do jogo, Queiroz faltou à "flash interview", Nuno Gomes abandonou a entrevista por não gostar da pergunta. Afinal, parece que os culpados somos todos nós.

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