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Ponto prévio: Chegar à fase final do Mundial de râguebi com uma equipa de amadores é extraiordinário e exige que as autoridades nacionais olhem para esta selecção com uma visão claramente profissionalizada. Como bem disse Tomaz Morais esta manhã foi "lançada uma grande semente" mas as coisas não podem continuar como aqui. Para grandes feitos, exigem-se grandes apoios. Vamos esperar para ver.
Esta proeza merece festejos (cá e lá) mas dispensava desacatos e uma noite passada da cadeia por seis jogadores portugueses, que acabam por ficar mal na fotografia. Afirma o seleccionador nacional que "foram incomodados e reagiram" (a explicação não é muito feliz). Acrescenta o presidente da Federação que foi "uma cena de descompreensão" e o resultado "de uma noite de copos". O argumento também não abona a favor dos visados.
Dois dias depois da afastar o Uruguai, a selecção portuguesa de râguebi é falada pelos piores motivos e o feito alcançado sábado passa para segundo o plano. É pena. O sonho agora alcançado é fruto do empenho, ambição, luta e entrega de um grupo restrito e se não for esse grupo a resguardar-se, não serão os de fora a fazê-lo.
Ao problema não se deve dar uma dimensão extra do que efectivamente teve mas o melhor que a Federação tem a fazer é deixar já bem claro que há comportamentos que não se adequam ao prestígio do País que é preciso defender.