As virtudes de Baía

Com uma carreira inigualável no número de títulos, Vítor Baía dificilmente se conseguirá afastar do estigma de ter cometido "frangos" monumentais. O erro de ontem, na Luz, trouxe à baila, outros que causaram danos nas hostes portistas, com um em Agosto de 2003 frente ao E. Amadora, em que apesar de os observadores terem dito que golo resultou de uma série de erros (inclusivamente de Jorge Costa), o guarda-redes foi duramente criticado.

Na altura, Mourinho desvalorizou o erro. O mesmo fez Fernando Santos, quando na época 99/20, Baía, no Funchal, ajudou Rui Óscar a garantir a vitória do Marítimo. O agora técnico do AEK de Atenas considerou que Baía tinha sido traído pela vontade de ganhar.

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Não sabemos se foi a vontade de ganhar que traiu ontem (ou na Reboleira de triste memória), Baía, mas reconheça-se que tem um pouco de azar: sempre que falha é impediosamente penalizado.

Baía já não é o "monstro" intocável no Dragão, mas o FC Porto muito deve ao guarda-redes, que foi brilhante muitas épocas e tem uma fantástica carreira.

O guarda-redes portista não pode esperar que hoje venha à memória a influência extraiordinária em teve na conquistas portistas, mas merece o reconhecimento de que é um profissional exemplar. E ontem ganhou o reconhecimento dos que nunca gostaram dele, quando, no fim do jogo, não fugiu dos jornalistas e assumiu as responsabilidades. Poucos o teriam feito.

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