_
Vivemos tempos difíceis, todos sabemos. Mais os que vivem do que ganham e conhecem o que custa a vida. E não são animadores os cenários que se nos deparam. Porque o País está mal, a Europa em crise e o mundo, esse, também não vai lá muito bem. O futebol português reflecte tudo isto. A queda do Estoril, do Marco, da Ovarense e a por momentos camuflada crise do Vitória de Setúbal não nos dão motivos para sorrir. Mas podia haver mais dignidade, rectidão, honra, vergonha, sei lá, uma das palavras bonitas em que nos refugiamos quando tudo parece cheirar mal.
Não. O País já não se indigna. Desde chapadas consentidas pela polícia a SAD’s que fecham entre episódios mal contados, tudo é permitido. Quando leio um deputado a defender barbaridades como a gestão de Chumbita e sinto a sua perplexidade pelo barulho feito por “míseros” dois meses e meio de salários em atraso quando no passado houve muito mais e os que lá estavam comeram e calaram… Deputado da Nação? Assim percebo melhor o aumento da função pública. Confesso. Barbaridades como estas ainda me deixam perplexo. Devo ser parvo.