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Com toda a polémica instalada em redor do Sporting-FC Porto de amanhã, rapidamente se percebe que o clima de solidariedade instalado no futebol português após a trágica morte de Fehér foi sol de muito pouca dura.
Para Alvalade, pelas palavras e argumentos esgrimidos, mais do que um jogo de futebol, parece estar marcada uma batalha. Mais do que aos artistas no relvado, cujo profissionalismo terá de saber resistir aos apelos mais belicistas, pede-se ao público que saiba honrar a lusa tradição dos brandos costumes, fugindo às anunciadas confusões.
Afinal, amanhã não se joga mais do que um jogo de futebol. Não se trata de nenhum assunto de vida ou de morte. São três pontos, apenas três pontos. Haja alguém que explique isto aos dirigentes do desporto-rei cá do burgo. De um lado pedem-se chaimites, do outro anuncia-se uma marcha vingativa sobre Lisboa. É deprimente ter de ouvir tudo isto, que apenas serve de guerra psicológica para atingir o mesmo fim: ser campeão. Mas a que preço?
Dias da Cunha e Pinto da Costa têm uma desculpa. São presidentes activos. Fazem tudo o que podem para defender os seus clubes. E só quem faz pode errar. Só a quem trabalha pode ser apontado o dedo. Só quem arrisca pode falhar. Há muitos, e nos últimos tempos tenho percebido bem isso, que pouco fazem mas são lestos a acusar. Muito rápidos a reagir. Pena é que não usem o seu tempo para ajudar... as suas cores.