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Camacho pediu um Benfica “à FC Porto” e os jogadores fizeram-lhe a vontade. As águias precisavam de vencer na Ucrânia para assegurar a passagem à Taça UEFA e isso foi conseguido. Como? Vestindo o “fato de macaco”! Hoje em dia, nas competições nacionais ou internacionais, já não se ganha só com as camisolas ou talento. É preciso ter a atitude correcta, lutar de princípio a fim e não pensar duas vezes antes de jogar feio mas eficiente. Foi assim, depois de lograr a vantagem, que os portistas seguraram o triunfo na Luz; foi também assim que os encarnados, na gélida Donetsk, garantiram a permanência na Europa futebolística.
Poder-se-à dizer que o Benfica teve sorte na forma como fez o golo inaugural. É verdade. O lance começa num deslize dum jogador local e, objectivamente, até então os portugueses nada tinham feito para merecer a vantagem. Mas, é injusto reduzir o sucesso benfiquista aos caprichos da fortuna. Os pupilos de Camacho foram sempre mais fortes, organizados e inteligentes, mas também os que mostraram maior vontade de vencer. Quando tal postura é evidente, a “estrelinha” tende a brilhar mais facilmente. Quem disse que a sorte dá muito trabalho acertou em cheio. Petit, por exemplo, comprovou-o.
Com esta vitória, o Benfica afasta o espectro da crise desportiva que ameaçava instalar-se na Luz após a eliminação da “Champions” (aquando do empate com o AC Milan) e a derrota com o FC Porto (deitou por terra 2 meses de recuperação na Liga). Mas, financeiramente, os golos de Cardozo (o segundo, à verdadeiro homem de área) valem igualmente muito. O prémio de vitória e mais uma (pelo menos) receita de bilheteira representam uma maquia interessante, fulcral para qualquer clube luso que, como se sabe, vivem sistematicamente apertados.
Voltemos à questão meramente futebolística. O Benfica regressa do Leste com o sentimento de dever cumprido, mas também com a noção óbvia que o terceiro lugar na “poule” sabe a pouco. As águias, em condições normais, não deveriam ficar atrás do Celtic. Só que ficaram. Esta época e na anterior... De resto, mais algumas constatações: Nelson já recuperou o lugar de lateral direito; Dí Maria continua a ter um largo caminho para percorrer e Luís Filipe, com excepção ao jogo caseiro com o AC Milan, não acerta.
PS - Num âmbito mais abrangente, Portugal ganha novo alento para lutar pela melhor classificação possível no “ranking” da UEFA. Quando se aproxima a “revolução” protagonizada por Platini, é importante que tanto Sporting como Benfica, falhada a continuidade na “Champions”, sigam para a Taça UEFA em busca de pontos. Que FC Porto e Sp. Braga continuem a ajudar também...