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Bonita festa, pá

Bonita festa, pá

Nestes dias de chumbo e angústia, em que as supostas elites nacionais nos afundam no pântano das fragilidades estruturais e compadrios para onde nos guiou a partidocracia das últimas décadas, deixe-me, caro leitor, partilhar consigo uma inesperada emoção: a noite ia alta, num último zapping pela oferta do cabo, fico no canal que transmite futebol brasileiro. No PFC – a sigla do dito canal –, com transmissão em direto desde S. Paulo, corria o jogo Portuguesa-Ponte Preta. O líder frente ao segundo classificado do 2.º escalão brasileiro.

À histórica Portuguesa dos Desportos a vitória deixaria o título de campeão a apenas três pontos conquistáveis em sete jornadas. Parei ali porque as cores da multidão eram as da nossa bandeira. Ao fundo ouvia-se música tradicional do Minho. A excelente realização televisiva usava os tempos de bola parada para mostrar detalhes de uma bancada repleta de adeptos. Jovens, velhos, homens e mulheres, um mar verde-rubro nas roupas e bandeiras. Lágrimas nas faces. A emoção em grandes planos.

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De nó na garganta, dei por mim a pensar na força desperdiçada em todos estes portugueses por este acéfalo Portugal. Ao ritmo do vira, a Portuguesa venceu o jogo por 2-1.

Foi bonita a festa, pá.

P.S.: A saída de Jeffren parece mal contada. Com o Sporting a vencer, sair direto para o balneário sem prévio alerta do líder técnico é muito estranho, para não dizer mesmo inédito. Se de facto se tratou de um novo alerta muscular, por que não deixou que a equipa médica o assistisse no relvado? Domingos tenta desdramatizar, mas uma saída assim é motivo de ação disciplinar. Se a lesão de Jeffren é física, a cabeça do jovem ala também não deve andar lá muito bem.

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