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Cenas tristes

O dia devia ter sido marcado por um grande jogo de futebol entre dois dos maiores emblemas do desporto português. Mas, horas antes da bola começar a rolar no Dragão, já o País assistia, de boca aberta, às imagens que nos chegavam, embora com meio dia de atraso, da Bélgica.

Sérgio Conceição, um futebolista que muito admiro, voltou a ser protagonista pelas piores razões. Cuspiu num adversário; foi expulso; esfregou a camisola na cara do árbitro; atirou com a braçadeira de capitão para o chão e deixou o relvado a discutir com o mundo inteiro. Que vergonha!

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Não sei o que lhe passou pela cabeça, mas tendo em conta que dias antes, na Portela, tivera outro ataque de fúria e má-educação, concluo que deve viver um período complicado a nível pessoal. Até porque não acredito que seja este o exemplo que pretende dar aos mais novos.

Bom, horas depois lá chegou o apetecido FC Porto-Sporting. E independentemente do desfecho, a jornada de tristeza continuou. O árbitro borrou a pintura; os jogadores envolveram-se em picardias e tudo acabou com Paulo Bento a enviar recados para Olegário Benquerença, juiz que parece ter queda para se envolver em polémicas.

Que se pode dizer? Este é o futebol português ao seu melhor estilo. Quem é que irá colocar um ponto de ordem nisto tudo? Não sei, nem interessa. Fulcral é alguém ser capaz de o fazer. E depressa, enquanto ainda é possível salvar o futebol...

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