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Três vitórias depois, o Sporting voltou a dececionar com um empate caseiro face a um V. Guimarães bem dirigido mas muito fraco e desfalcado.
Porém os sinais de retoma estão ali. Na forma como a bola já gira rápida no sector defensivo, para desequilíbrio do adversário e busca de autoconfiança. Na imposição de disciplina ao futebol de Rinaudo – pode um futebolista anárquico ganhar cálculo posicional? E, principalmente, na forma rápida como a bola procura os flancos no ataque.
Determinar que Adrien não é um 10, apesar do enorme óbvio, torna-se em Alvalade uma descoberta da roda, que também ajuda a equipa a fazer caminho. O que falta ainda e levou a equipa ao empate num jogo que tanto dominou? No ataque, mais presença na área. Não faz sentido executar uma dúzia de bons cruzamentos em lances de bola corrida se Wolfswinkel está sempre sozinho entre múltiplos defesas. Tantas bolas perigosas na área exigem tratamento adequado, com dois pontas-de-lança, ou médios com capacidade aérea e instinto de área para rentabilizar o solitário holandês.
No centro do terreno falta inteligência e poder de mando que impeçam o coletivo de perder as referências táticas à medida que o cronómetro galga o último quarto de hora.
P.S. – Quantas vezes já se escreveu que um dos sortilégios do futebol é a percentagem de vitórias obtidas pelos mais fracos frente aos mais fortes? Muitas. E em todas se espelhou uma verdade – o futebol é um dos desportos coletivos onde é mais possível um pequeno agigantar-se a bater um gigante acomodado. E assim foi, mais uma vez, no encantador Angola-Cabo Verde.