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Foi uma semana difícil para o Sporting e para Paulo Bento. A goleada imposta pelo Bayern foi um duro golpe, para o qual o treinador contribuiu com más opções - fez mudanças no onze despropositadas, mais parecendo que estava a gerir o plantel como se o jogo com os alemães fosse semelhante a um com equipas do meio da tabela da Liga Sagres. Compreende-se a vergonha que os adeptos sentiram (como os jogadores e equipa técnica, aliás).
Mas essa compreensão foi profundamente abalada com o comunicado da Associação de Adeptos Sportinguistas. Faz algum sentido criticar o treinador por defender os jogadores? Mau seria se Paulo Bento tirasse a água do capote e responsabilizasse o plantel por erros que são de todos - incluindo do próprio -, se deixasse o grupo só.
No Estádio do Dragão, o Sporting - apesar de não ter conseguido a vitória - deu uma boa resposta, que teve mais significado por surgir depois dos 5 golos sofridos frente ao Bayern. Era difícil pedir muito mais. Grande parte do mérito foi de Paulo Bento.
É verdade que há uma 'falta de simbiose entre adeptos e equipa' mas não é de agora e o momento pede que o fosso não se agrave.
Paulo Bento não é 'querido' entre os adeptos mas estes perdem a razão quando lembram ao treinador que 'o esperam mais 3 meses em Alvalade, que ainda podem ser longos'. Com a equipa a lutar pelo título, faz todo o sentido pedir apoio. E quanto a balanços só se fazem no fim.