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Conversas de café

Conversas de café

1– À medida que se aproxima o fim do campeonato, o tom das críticas às arbitragens sobe e os adeptos de cada equipa vão esgrimindo argumentos (entre amigos, nos cafés e nas redes sociais), tentando mostrar com os óculos da sua cor, que o adversário foi mais beneficiado e que a sua equipa foi extremamente prejudicada. Uma discussão que normalmente animava as manhãs das segundas-feiras e que agora se estende por toda a semana. Já referi, sobre este capítulo das arbitragens, que parte do problema consiste nas nomeações e avaliações dos árbitros. Nem sempre os melhores juízes são designados para os melhores jogos e nem sempre as notas dos árbitros condizem com as prestações que observámos dentro de campo.

Enquanto este sistema não for melhorado, dificilmente teremos melhorias. Os erros vão sempre existir, mas se tudo fosse feito com mais transparência aos olhos dos adeptos do futebol, a tolerância seria maior. Entre comuns adeptos, ninguém percebe o modo como as coisas se processam na arbitragem nacional. Mesmo com a profissionalização, parece não existir o interesse de mostrar aos portugueses, de uma forma informativa e até pedagógica, quais os critérios utilizados para nomear um árbitro, que variáveis são tidas em conta na sua avaliação e como é que se decide atribuir as insígnias de internacional a um determinado juiz.

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As pessoas deviam ser informadas. E se vemos tantos dirigentes, treinadores e jogadores com palco nas televisões, rádios e jornais, por que razão é que a maioria dos responsáveis da arbitragem se escuda num silêncio e secretismo que só serve para criar mais suspeitas? Seria importante que os árbitros tivessem a oportunidade de falar sobre o seu trabalho. Da mesma forma que um jogar marca ou falha um golo de baliza aberta, um treinador brilha ou não acerta nas substituições, sendo depois inquiridos sobre isso, os árbitros deveriam ter a oportunidade de analisar e explicar os seus erros, assim como os lances em que tomaram excelentes resoluções, mostrando as condicionantes do jogo que os levaram a determinada decisão. Pede-se mais pedagogia aos senhores da arbitragem.

2 – Entre as diferentes acusações de benefícios da arbitragem que vão circulando, uma delas merece particular atenção: o elevado número de jogadores que veem, antes dos jogos com os grandes, o cartão amarelo necessário para serem suspensos no jogo seguinte, limpando a série de cartões. E aqui, ao contrário do que se vai dizendo, a haver um culpado, são as próprias equipas pequenas que preferem ter esses jogadores em jogos do "seu" campeonato, dando como quase perdidos os jogos em que têm de defrontar Benfica, FC Porto ou Sporting.

Esta limpeza de cartões é um comportamento que se vem a verificar há anos. Há equipas que abdicam de se apresentar na máxima força perante os grandes, para que possam ter os melhores jogadores nos jogos contra equipas com os mesmos objetivos: a manutenção. São decisões que acabam por lesar a própria competição e todos os participantes.

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Na época em curso, já tivemos treinadores a admitir poupar jogadores nas deslocações ao terreno dos grandes. É uma opção discutível. Mas num campeonato em que as equipas mal têm dinheiro para sobreviver, outros valores se levantam na estratégia desportiva e financeira. Mas os pontos contra os grandes também deviam ser entendidos como possíveis de conquistar. Talvez a Liga deva pensar em soluções que tragam mais competitividade à prova.

O craque - Guarda-redes de futuro

É titular do líder da liga francesa e, neste momento, apenas o Monaco de Leonardo Jardim consegue ter uma defesa menos batida que o seu clube. Anthony Lopes, 24 anos, tem sido um dos destaques do Lyon, que voltou esta temporada aos lugares cimeiros do campeonato com hipóteses reais de vencer. A crítica aponta o guardião luso-francês como um dos obreiros desta boa época e até fala que a seleção francesa está de olho nele. Dizem que o jogador prefere alinhar por Portugal. Esperemos que sim. O futuro pode passar por ele.

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A jogada - Ao nível dos melhores

Jackson Martínez protagonizou no passado domingo um dos momentos mais espetaculares do presente campeonato. O modo como assistiu Tello de calcanhar só está ao alcance de predestinados, atletas com uma leitura do jogo acima da média e uma visão periférica capaz de adivinhar os caminhos da bola e dos seus companheiros. Além disso, mostrou a importância que o colombiano pode ter dentro e fora da área. É um goleador feroz, inteligente nas desmarcações e na libertação de espaços. Um avançado ao nível dos melhores.

A dúvida - O cansaço do leão

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Na época passada, o Sporting cumpriu um total de 35 jogos oficiais. Praticamente jogou de 7 em 7 dias, o que lhe permitiu gerir as limitações do plantel. Este ano os leões já levam 40 partidas oficiais denotando-se o cansaço de um plantel espremido ao máximo. Há um visível processo de crescimento sustentado, com a equipa a praticar bom futebol na maioria das vezes. Mas sem as soluções de Benfica e FC Porto, a nível de qualidade e quantidade, a luta torna-se desigual. Ainda restam objetivos importantes: Taça e apuramento para a Liga dos Campeões. Conseguirão os leões melhorar os índices físicos?

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