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Crise? Qual crise?

Crise? Qual crise?

Há muitos anos que ouvimos falar em crise no que concerne à aposta em jovens jogadores portugueses, crise essa que pode comprometer a renovação da Seleção A, de acordo com alguns profetas da desgraça. Confesso que não consigo entender essa leitura. Depois de vermos os sub-20 a brilhar na Nova Zelândia, temos agora uma geração absolutamente fantástica a ofuscar todas as outras seleções na República Checa, com presença garantida na final de terça-feira frente à surpreendente Suécia e depois de ter "despachado" a poderosa Alemanha com cinco golos sem resposta. Olhamos para os 23 eleitos de Rui Jorge e vemos classe e talento abundantes em todas as posições, mas se pararmos para uma análise mais profunda, constatamos que ainda ficaram muitos "craques" fora da lista final. Ruben Vezo e André Gomes (Valencia), Edgar Ié (Barcelona), Bruno Fernandes (Udinese) e Bruma (Galatasaray) são apenas alguns exemplos de jovens que já atuam com regularidade na alta roda europeia e são estrelas a somar às listas de nomes dos sub-20 e sub-21 que nos permitem sonhar com um futuro risonho.

No entanto, desenganem-se aqueles que pensam que estas prestações aparecem por acaso! Quando Rui Jorge falhou o apuramento para o último Europeu, Fernando Gomes não o deixou cair do cargo. O mesmo Fernando Gomes que, pouco tempo antes, criara os quadros competitivos que permitiram o surgimento das equipas B, espaço privilegiado para estes jovens evoluírem na transição do futebol de formação para o futebol profissional. Na FPF trabalha-se, hoje, muito bem e com assinalável critério. Excelente a competência de Ilidio Vale na coordenação da formação.

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Mas a partir daqui só falta um último pequeno passo: que os clubes portugueses apostem mais nestes jovens e menos em estrangeiros de qualidade duvidosa. A partir daí, acredito que em pouco tempo poderemos estar novamente a ombrear com os maiores colossos do futebol europeu. Não acreditam? Experimentem esse caminho e vão ver...

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