Concretizou-se o que mais se temia: o Sporting está fora das competições europeias. Frente ao Spartak de Moscovo foi uma equipa medíocre. A noite foi sempre de pesadelo. Nem quando Bueno reduziu para 1-2, se sentiu verdadeiramente que os leões conseguiriam dar a volta ao resultado. Na verdade, a vitória dos russos espelha o que se passou em Alvalade. E nem venham com o argumento que o dérbi deixou marcas porque isso não passa de uma desculpa esfarrapada.
A quebra de rendimento do Sporting já era anterior à recepção ao Benfica e mais não é do que o espelho de uma equipa que vivia como uma espécie de "castelo de cartas". Ao primeiro toque ruía. É indiscutível que o Sporting tem jogadores de enorme talento, que lhe poderão dar um bom futuro, mas uma equipa não vive do futuro mas do presente. É até abusador atribuir aos "miúdos" a responsabilidade de carregar a equipa às costas porque os efeitos dessa política são nefastos.
Porventura, o pior que aconteceu ao Sporting foi ter ganho ao Inter em Alvalade, no arranque da Champions, uma vez que criou uma série de ilusões sem base de sustentação. É preciso muito mais do que talento. O sucesso vem da homonegeidade, do equilíbrio dos sectores, da ambição.
Da ambição dos jogadores, da equipa técnica e da administração da SAD, que continua a querer ganhar sem investir, recorrendo a contratações que não lembram nem ao diabo. Como se costuma dizer: o barato sai caro.
Paulo Bento também tem culpas no cartório, ao querer brilhar com a rotatividade de um plantel que não tem assim tantas soluções e ao não ter a coragem de ter deixado Liedson passar pelo banco, embora neste aspectos reconheça que a decisão não era fácil, tendo em conta o valor do "concorrência".
Se o Pai Natal não trouxer alguns presentes, os leões não terão capacidade para lutar pelo título e as luzes desta quadra resultarão, mais uma vez, na escuridão.