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De quem é a culpa?

A Seleção Nacional atravessa dias difíceis. Não é de agora. Desde o início da fase de qualificação que têm sido mais as amarguras que as alegrias. Pelo percurso que vinha sendo percorrido, percebia-se que não havia muito a esperar. Ainda que a toalha não possa ser já atirada ao chão, será preciso apelar à ajuda de todos os Santos para que presença no Mundial da África do Sul seja uma realidade.

As contas de um eventual fracasso já são feitas por todos. Os jogadores perdem mercado, Carlos Queiroz prestígio, a Federação e os patrocinadores milhões (muitos milhões).

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Queiroz fez experiências (muitas) e não deu fio de jogo à equipa.  Não conseguiu fazer do grupo o mesmo que Scolari: uma família.  Essa perda de identidade comum levou inclusivamente ao divórcio dos portugueses com a Seleção. No discurso, foi justificando as falhas com as certezas que no próximo jogo tudo seria diferente. Infelizmente não foi. 

Madaíl terá também de assumir as suas responsabilidades. Sofrido o duro golpe da partida de Scolari em pleno Europeu, viu em Queiroz o sucessor ideal, encontrando no seu perfil as características certas para manter o rumo de sucesso na Seleção. Foi uma escolha não isenta de riscos (havia até muitos).

E há ainda os jogadores. Faz sentido ver em Queiroz o único culpado no grupo? Será o selecionador nacional um homem sozinho? Será também o culpado por tantas oportunidades falhadas? Veremos a reação na quarta-feira...

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