1Uma surpresa relativa e uma confirmação marcaram o dia de estreia português em mais uma ronda europeia. O Sp. Braga provou na Turquia que alimenta justificadas aspirações a uma qualificação para os oitavos-de-final, enquanto o Benfica nada pôde fazer perante o Barcelona, que, em circunstâncias normais, só terá o Real Madrid como rival nesta competição. Jorge Jesus bem mudou a equipa e o modelo de jogo, mas a qualidade dos catalães supera qualquer estratégia, por muito boa que ela seja. A derrota não deixará marcas e muito menos motivos para depressão. O Barcelona tem uma das melhores equipas da história do futebol... e ponto final.
2 Pelos maus resultados do final da época passada, pelos pontos já perdidos na corrente temporada, pelas medíocres exibições produzidas e por tardar em demasia a rentabilizar o potencial de um plantel de qualidade, Sá Pinto não tem condições para continuar a dirigir a equipa profissional do Sporting. Os dirigentes estão a prolongar uma agonia, que só amenizará em caso de uma improvável vitória no Estádio do Dragão. Residirá aí, por certo, a ténue esperança dos responsáveis leoninos, crentes numa recuperação a partir do próximo domingo, até porque, e ao contrário de anos anteriores, FC Porto e Benfica, fruto dos caprichos do mercado de transferências, viram estreitar o fosso para o Sporting, se atentarmos ao valor individual dos elementos que compõem cada um dos plantéis. Só que em futebol o todo nem sempre é o reflexo da soma das partes. Neste domínio, Sá Pinto não tem a experiência de Jorge Jesus nem a herança de Vítor Pereira e demonstra claras dificuldades para formar um grupo compacto e apresentar uma matriz de jogo.
3 Quem se colocou novamente em dificuldades, pelo menos perante os adeptos e a crítica, foi Vítor Pereira. Um ataque de autoconfiança do treinador, que depressa se estendeu ao relvado, fez com que um jogo aparentemente controlado se transformasse num pesadelo. Houve claros erros de gestão do plantel no decorrer da partida e antes dela. Começa, por exemplo, a ser questionável, pela insistência com que se verifica, a recorrente titularidade de Christian Atsu em detrimento do claramente superior Silvestre Varela. Domingo, no Dragão, Sá Pinto joga o futuro, mas Vítor Pereira novamente a credibilidade junto da superexigente massa associativa.
4 Continua a ser o campeonato inglês a proporcionar-nos os jogos mais espetaculares. A luta vai ser a três, pois o Chelsea já mostrou estar ao nível dos colossos de Manchester.