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Portugal e França medem forças na próxima quarta-feira e, garantidamente, um destes países vai estar, dia 9, em Berlim, no jogo mais importante que existe no futebol: a final do Campeonato do Mundo.
Com o aproximar do momento das decisões - e tendo em conta que as quatro selecções ainda em prova já estão em estágio há mais de um mês - é normal que os protagonistas estejam ansiosos, desejosos de tentar o "tudo por tudo".
É nessa perspectiva, percebendo perfeitamente a carga emocional a que todos os envolvidos no Mundial estão sujeitos, que entendo as estranhas declarações que Gilberto Madaíl e Franck Ribery tiveram esta segunda-feira.
O líder da Federação Portuguesa de Futebol, segundos depois de desejar que Scolari passe de campeão do Mundo a bi-campeão, acrescentou que o técnico brasileiro era também "campeão da Europa". Era bom era...
Mais tarde, pressionando pelos jornalistas que queriam saber se Scolari vai continuar mais 2 anos à frente da Selecção, Madaíl aconselhou calma e tratou de fazer um paralelo com os outros seleccionadores. "Penso que Domenech também ainda não renovou com a França e Parreira também não renovou. E se o fez foi com... o Corinthians. E Eriksson também não renovou com ninguém", disse Madaíl, colocando Parreira num clube treinado por Geninho (existem notícias é que possa ser coordenador técnico) e esquecendo-se que Eriksson, a renovar, só o podia fazer com a Inglaterra (algo que há muito estava descartado). Ligar-se a uma equipa ou outra selecção nunca seria uma renovação.
Mas, se o presidente federativo cometeu alguns deslizes em Marienfeld, perto de Hanover foi Franck Ribery (na minha modesta opinião... o melhor jogador da prova) a "descarrilar".
O veloz e tecnicista jogador de Marselha - vai reforçar um cada vez mais forte Lyon -, quando instado a falar sobre Scolari, começou por dizer que se tratava "de um bom jogador..."
Minutos mais tarde, ao elogiar Pauleta, foi ainda mais surpreendente, dizendo tratar-se de "um dos melhores jogadores... franceses".
Moral da história: portugueses e franceses, a escassas horas de decidirem quem vai estar na final de Berlim, já não escapam à pressão própria do momento, cometendo deslizes que, evidentemente, vão ficar para a história.
P.S. - Deslizes à parte, o que interessa é que Portugal continue em frente. E já agora, se não for pedir muito, que Ribery, quarta-feira à noite, perceba bem que Pauleta é português. Ou então que continue "despassarado" e pense que a França foi eliminada com vários autogolos do... açoriano!