A ideia que foi ficando a partir do momento em que os sinais de desgaste de Camacho já eram muito mais do que desalento foi que o fim da relação entre o Benfica e o treinador partiria sempre deste último. Se o espanhol não tivesse batido com a porta muito provavelmente Vieira não avançaria para a rescisão.
Vieira já estaria prepararado para esta decisão de Camacho. Já em Janeiro, no período de reforço do plantel, o treinador deixou claro que não era possível fazer muito com um grupo feito de equívocos e ao qual faltou uma voz de comando.
Camacho teve a coragem de reconhecer a sua incompetência na motivação destes jogadores e também a dificuldade que sentia em dar alento a um grupo, que a cada dia que passa dá sinais de maior impotência e desagregação.
Vieira vem agora dizer que o Benfica já ultrapassou decisões mais difíceis. Terá razão. Mas não basta discursos. A má época não é só responsabilidade de Camacho, dos jogadores (como lembrou Rui Costa), mas também de Vieira, que começou logo por cometer o erro de despedir Fernando Santos sem que as razões pelo que o fez fossem clara aos olhos de todos.
Com o "adiós" de Camacho começou a primeira grande prova de fogo de Rui Costa. Também já se sabia que ia começar a trabalhar ainda antes da época acabar...