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O futebol é paixão e as claques podem alimentá-la - como influência de massas- bem. Nesse sentido, são necessárias, mas não como estas, as que vivem à margem da lei, usam o "estatuto" que ganharam para melhor se movimentarem na mundo do crime, constituem um problema para os clubes e até acabam por afastar dos estádios os verdadeiros adeptos.
As claques até podem ter colocar as fidelidades desportivas no topo das suas precocupações mas juntam-lhe uma propaganda organizada que apela à discriminação, ao ódio, à violência racial, à marginalidade.
Um relatório da PSP de 2007 referia que a extrema-direita neonazi em Portugal tinha ligações directas a várias claques, nomeadamente Benfica, Sporting e FC Porto e o que é certo que se continuaram a movimentar com um estatuto invulgar.
O resultado da investigação de domingo a ninguém surpreende mas prova também que os processos muitas vezes se ficam pela rama, fruto de "acções cirúrgicas" que têm mais visibilidade do que propriamente efeito. Se não se estenderem a outras, não passarão de umas audiências em tribunal, que os visados até vão usar como "um momento de glória".