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Domingo, 17 de Julho de 2005

Para o neoliberalismo, a cultura e a curiosidade intelectual de um operário, para além de um perigo, é um custo e um desperdício – explicou Jerónimo de Sousa ao "Público". Azar dele: essa mania persecutória dos liberais é também coisa do passado.

Porque custo e desperdício é hoje a cultura sim, mas para os trabalhadores. Os polícias, por exemplo, querem que o Estado poupe os milhões de euros que gasta com a banda e a fanfarra dos próprios. Para continuarem a cantar, os amanhãs têm de comer primeiro.

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