E quase tudo a Europa levou

E quase tudo a Europa levou

Cumpridas que estão as fases de grupos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, não se pode dizer que o balanço seja positivo em relação à prestação das nossas equipas.

Entre altos e baixos, o saldo acaba por ser negativo, porque apenas 2 clubes portugueses conseguiram sobreviver entre a elite europeia, uma situação que pode minar a excelente posição que Portugal possui atualmente no ranking da UEFA.

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O FC Porto foi a única equipa a cumprir o objetivo inicial: a qualificação para os oitavos de final da Champions. Costuma-se dizer que “gato escaldado de água fria tem medo” e depois do desastre do ano anterior, Vítor Pereira não correu riscos e garantiu cedo a qualificação. O primeiro lugar do grupo acabou por se escapar no último jogo, mas isso até poderá vir a ser uma vantagem no sorteio, em função dos adversários que podem calhar.

Por seu lado, o Benfica cumpriu os mínimos e transitará para a Liga Europa. Uma grande penalidade duvidosa, a favor do Celtic no último jogo, acabou por ditar as contas finais. No entanto, não serve de desculpa. Fica a ideia de que os encarnados podiam feito algo mais. A derrota em Moscovo, onde os escoceses venceram, acabou por fazer toda a diferença. Agora, na Liga Europa, o Benfica tem qualidade e potencial para chegar longe na prova.

No Sp. Braga, tudo correu mal e lá se foram os milhões. Num grupo acessível, pelo menos para o 2º lugar, a equipa sofreu três derrotas caseiras, que são a morte do artista nesta competição. A despedida dos minhotos tem sabor agridoce. O excelente futebol nos jogos com o Manchester United podia ter valido 4 a 6 pontos, mas as desatenções defensivas foram fatais. Só escapou a vitória na Turquia. E nem ao Cluj, que conta com jogadores dispensados pelo Sp. Braga (Mário Felgueiras, Luís Alberto, Rafael Bastos e Diogo Valente), os guerreiros conseguiram vencer.

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O Sporting também acabou eliminado na Liga Europa, num grupo onde era a equipa teoricamente mais forte. Sem honra nem glória. A crise de resultados alastrou-se aos jogos europeus e, na maioria das partidas, vimos uma equipa irreconhecível, desmotivada e inerte. O leão europeu escondeu as garras e foi um gatinho manso. E pensar que este é quase o mesmo plantel que no ano passado foi semifinalista da prova. O clube tem de resolver os seus problemas para que isto não se repita. O prestígio do Sporting não pode ser colocado assim em jogo.

Sem grandes expetativas de sucesso, Marítimo e Académica tiveram uma participação digna e alguns momentos memoráveis. Os madeirenses realizaram jogos equilibrados com as equipas mais fortes do seu grupo: Bordéus e Newcastle. Contra os ingleses, empataram mesmo as duas partidas e exibiram-se a nível alto em Saint James Park. Por sua vez, a Briosa sai de cabeça erguida. Conseguiu a primeira vitória europeia em 43 anos às custas do detentor do troféu, o Atlético de Madrid. Pela falta de experiência, não se podia pedir muito mais à Académica.

As esperanças lusas ficam agora depositadas em FC Porto e Benfica. Esperava mais de Sp. Braga e Sporting. Seriam importantes para Portugal ganhar pontos e consolidar o 6º lugar do ranking da UEFA, que permite os preciosos 3 lugares de acesso à Liga dos Campeões. É uma questão que ultrapassa a vertente desportiva e inclui a financeira. Que venha um bom sorteio para os sobreviventes.

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O CraqueA idade não passa por si

Tem 37 anos e continua a marcar golos em catadupa sem sentir o peso da idade. João Tomás atingiu a marca dos 100 golos no nosso campeonato. Hoje em dia, são raros os jogadores portugueses a cumprir tal façanha e não se vislumbra outro que o possa fazer nos próximos tempos. O registo só está ao alcance de um atleta de qualidade. Arrisco dizer que se o “Jardel de Coimbra” tivesse jogado mais tempo num grande clube nacional, os seus números seriam muito maiores. Frio, oportuno e bom cabeceador, João Tomás é um matador por excelência.

A JogadaVitória portuguesa em Old Trafford

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O Cluj, de Paulo Sérgio, venceu esta semana o Manchester United em pleno Old Trafford. São poucos os técnicos nacionais que se podem orgulhar de ter saído daquele mítico estádio com a vitória no bolso. Aliás, para se ter uma ideia, em 13 jogos, nunca um clube português ali venceu. Esta foi mais uma prova da capacidade dos treinadores portugueses. Paulo Sérgio só não saiu mais feliz de Manchester porque os 10 pontos conquistados pelo clube romeno, por norma suficientes, não chegaram para passar aos oitavos da Champions.

A DúvidaGestão pareceu algo exagerada

Vítor Pereira arriscou e ficou a ver a Taça de Portugal por um canudo. Só ele saberá o estado físico da sua equipa e a gestão que deve fazer do plantel. No entanto, pareceu exagerado tirar sete titulares do onze principal. Em Braga, o FC Porto, apesar de manter os mesmos princípios de jogo, não mostrou os padrões de qualidade a que nos vinha habituando. Foi uma equipa diferente, à qual faltou sorte, mas que, no espaço de uma semana, passou de dominadora a dominada. Com tudo bem encaminhado na Europa, não seria o jogo da Taça mais importante? Será que valeu a pena tanta gestão?

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