E se dá certo?

E se dá certo?

Bruno de Carvalho arriscou, até, definir sucesso: o Sporting ser campeão nacional de futebol nos próximos dois anos. E portanto, se o não for, terá sido um insucesso. Esse sucesso ou insucesso será não apenas de Jorge Jesus mas sobretudo do próprio Bruno de Carvalho.

O movimento de contratação do treinador bicampeão no Benfica foi inesperado, brilhante e arriscado. Em relação ao Benfica, é como vencer um duelo antes de ter sido lançado sequer um desafio. Luís Filipe Vieira levou um baile na dança que costuma liderar. Para o Sporting, o risco está sobretudo no dinheiro, porque não é possível fazer uma jogada destas sem aumentar o orçamento no próximo ano. Até porque Jesus há de querer jogadores na equipa.

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O orçamento do Sporting é controlado pelos bancos, e se houve margem para alargar os custos só pode ser porque se espera aumentar as receitas, ou porque se espera entrada de capital para reduzir o passivo. É preciso não esquecer que, por muito que todos digam que não, o Sporting teve um perdão de dívida há dois anos. O salto que está a ser dado pode ser maior que a perna. Isso não significa que corra mal, mas significa que se estão a correr riscos.

O Sporting está, por todas estas razões, não só comprometido, mas obrigado a vencer. Bruno de Carvalho quer acelerar a recuperação do Sporting mas arrisca atrasá-la. E Vieira tem contas a acertar com pelo menos duas pessoas. A guerra não é apenas entre Sporting e Benfica, é entre os seus dois presidentes. Um ganhará, o outro perderá. Bruno leva vantagem. Vieira quer vingança.

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