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Uma eleição é quase sempre um período de águas agitadas. Nas circunstâncias que o Sporting vive, será um maremoto. Haverá candidatos de continuidade, de mudança e de rutura. A situação é escaldante, mas quem já está escaldado é o clube: das falsas promessas.
Este artigo é de antevisão, não visa ainda ninguém. Só lançar alertas.
Cuidado com as promessas de cheques. Primeiro porque nove em cada dez cheques anunciados nos últimos anos no futebol nunca foram assinados. Depois, porque nem sequer se soube quem os assinaria. Finalmente, porque não há cheques sem retorno. Não acredite em beneméritos, acredite em investidores. E se são investidores, é melhor saber exatamente o que pretendem em troca do que confiar na sorte. A ruína do Sporting precisa de uma conjugação de fatores – perdão de dívida, capital novo, venda de ativos, sorte ao jogo –, só não precisa de oportunistas. Lembre-se que nem quebrando o tabu de ceder a maioria do capital da SAD Godinho Lopes conseguiu atrair investidores.
Cuidado com a fleuma
Esta campanha tem tudo para ser mais destrutiva que construtiva, sendo de esperar que as propostas de uns passem a ser alvo de ataques de outros, o que levará a contra-ataques e ao abaixar de nível. Este tipo de campanha, a verificar-se, confunde mais do que esclarece e arrebanha pela emoção mais do que clarifica pela informação. Mas o Sporting precisa de cabeça fria.
Cuidado com o Sporting
O clube está numa situação crítica, que pode atirá-lo para um degredo doloroso. Os presidentes dirão o que quiserem, mas quem manda hoje no Sporting não são eles, são os bancos. Os credores. A próxima presidência precisa de recuperar o orgulho do clube. Mas também a sua autonomia. O Sporting hoje não é dono de si próprio.