Não está a ser brilhante o começo de época do Sporting. Os resultados têm ficado, de um modo geral, aquém das expectativas e as exibições não conseguiram devolver a esperança aos adeptos, que mesmo suspirando por um título desde 2002, mantêm um elevado padrão de exigência.
Contrariamente a Benfica e FC Porto, cujas estruturas vão manter-se, a não ser que os últimos dias do mercado de transferências ditem um autêntico terramoto, o Sporting, que já atravessava uma conjuntura de clara desvantagem em relação aos rivais, conheceu nova revolução. Talvez uma minirevolução, se compararmos, por exemplo, com o que aconteceu há um ano, após a eleição de Godinho Lopes e a consequente entrada de Domingos Paciência no clube de Alvalade.
Desta feita, Sá Pinto, que conta com muito mais opções para cada um dos sectores, decidiu – a fazer fé nos dados que os jogos de pré-época transmitiram – alterar por completo a defesa. Boulahrouz e Rojo chegaram para assumir a titularidade no eixo, enquanto, nas alas, João Pereira deixou um lugar vago e Pranjic está pelo menos em pé de igualdade com Insúa.
No miolo, para além de Rinaudo ter deixado o estatuto de intocável, há uma nova figura para a assumir o papel de número 10. Matías Fernández saiu – originando mais uma confusão nos órgãos sociais – e cedeu o lugar Labyad, contratado há muito, mas só agora disponível. Se Viola confirmar, por seu turno, as credenciais, adivinham-se também mudanças no ataque a pouco tempo de a bola começar a rolar a sério, com o argentino a coexistir, ou mesmo a substituir, Van Wolfswinkel.
Por tudo isto, o Sporting 2012/13 ainda não está a carburar. Embora no cargo desde os últimos meses da época passada, Sá Pinto continua a precisar de tempo para poder colocar em funcionamento tão complicada máquina.